COMÉRCIO INTERNACIONAL

China e EUA firmam acordos comerciais sobre jatos da Boeing e carne bovina

Entendimentos sinalizam alívio nas tensões após cúpula entre Trump e Xi Jinping; países negociam redução de tarifas e retomada de importações.

Publicado em 20/05/2026 às 07:47
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A China concordou em comprar 200 jatos da Boeing e retomar as importações de determinados produtos de carne bovina dos Estados Unidos, marcando um dos sinais mais claros até o momento de distensão nas relações comerciais após a cúpula realizada na semana passada entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping.

De acordo com comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Ministério do Comércio da China informou que equipes dos dois países mantiveram discussões aprofundadas sobre tarifas e definiram encaminhamentos para medidas tarifárias bilaterais.

O ministério chinês destacou a expectativa de que os EUA cumpram seus compromissos e mantenham as tarifas sobre produtos chineses nos níveis acordados durante o encontro de outubro, em Kuala Lumpur. Também expressou esperança de avanços nas futuras negociações para a retirada de tarifas unilaterais aplicadas à China.

Os países concordaram, em princípio, em discutir um arcabouço para reduções recíprocas de tarifas sobre produtos de valor equivalente, no âmbito de um conselho comercial, com cada lado incluindo bens no valor mínimo de US$ 30 bilhões.

Segundo o ministério, os produtos aprovados por ambas as partes poderão, futuramente, ser tributados por alíquotas de nação mais favorecida (NMF) ou inferiores.

Se as tarifas forem reduzidas sobre aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos, isso corresponderá a cerca de 10% das importações americanas provenientes da China, conforme análise de Zhiwei Zhang, economista da Pinpoint Asset Management. Para ele, o volume não é suficiente para alterar as projeções de crescimento da China, mas representa um passo positivo.

"Enquanto os dois países mantiverem o diálogo para estabilizar as relações bilaterais, isso é uma boa notícia para investidores globais", afirmou Zhang.

O ministério também comunicou a obtenção de entendimentos para enfrentar barreiras não tarifárias e questões de acesso a mercado envolvendo produtos agrícolas. China e EUA concordaram, em princípio, em incluir itens agrícolas relevantes no arcabouço de redução recíproca de tarifas e estabelecer metas indicativas para ampliar o comércio agrícola bilateral.

Segundo o ministério, os EUA se comprometeram a suspender medidas de detenção automática aplicadas a produtos lácteos chineses desde 2008 e a trabalhar para remover restrições semelhantes sobre três categorias de produtos aquáticos chineses. Washington também aprovou importações-piloto de determinados produtos de bonsai da China.

Do lado chinês, Pequim retomará o registro de importadores qualificados de carne bovina dos EUA e reiniciará as compras de produtos avícolas de alguns Estados americanos. A China também acelerará a análise de materiais de adequação apresentados por empresas americanas de carne bovina.

Em relação às terras raras, o ministério informou que as equipes comerciais discutiram extensivamente questões de controle de exportações e que ambos os países estudarão e tratarão conjuntamente das preocupações legítimas. O governo chinês reiterou que impõe controles sobre minerais estratégicos, como terras raras, conforme leis e regulamentos, e analisa pedidos de exportação para uso civil que estejam em conformidade.

Fonte: Dow Jones Newswires. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.