Ministro da Previdência rejeita reforma e promete zerar fila do INSS até o fim do ano
Wolney Queiroz critica impacto das reformas para trabalhadores e aposta em gestão para reduzir tempo de espera no INSS
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta quarta-feira (20) ser contrário à reforma da Previdência, argumentando que as mudanças costumam penalizar os trabalhadores. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro , da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
"Ela vai tirar dinheiro do seu salário para você pagar mais. Vai fazer com que o tempo para se aposentar seja maior, ou vai aumentar a alíquota, ou os três. Então, normalmente, é para você pagar essa conta", disse Queiroz, dirigindo-se aos trabalhadores.
O ministro também criticou a facilidade com que se propõem reformas da Previdência, destacando que, muitas vezes, as decisões são tomadas por quem está distante da realidade dos beneficiários. "As pessoas falam de reforma da Previdência porque estão no 'ar-condicionado'. As soluções deveriam vir de melhorias na produtividade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com revisões internacionais", afirmou.
Queiroz reforçou sua posição colocada à reforma: "Daqui um pouco a gente vai querer que a pessoa trabalhe até morrer. Eu sou contra a reforma. Acho que temos que trabalhar para que cada vez menos seja necessário reformar. Atuamos dentro da Previdência Social".
Meta é zerar fila do INSS
Durante a entrevista, Wolney Queiroz também destacou que o objetivo do governo é zerar a fila de espera do INSS até o fim deste ano, mantendo apenas o fluxo mensal de cerca de 1,3 milhão de novos pedidos.
“Nosso desafio é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, ou seja, 1,3 milhão é apenas o fluxo do mês, não há mais acúmulo, e reduzir o tempo de espera para menos de 45 dias. Estamos avançando bem nessas metas e espero zerar a fila até o final do ano”, concluiu o ministro.