Real avança com queda do dólar e retorno dos Treasuries, mas petróleo e pesquisa limitam ganhos
Moeda brasileira se valoriza diante da desvalorização do dólar e queda dos rendimentos dos Treasuries, porém, recuo do petróleo e cenário político freiam avanço.
O dólar recua na manhã desta quarta-feira, 20, refletindo a desvalorização da moeda americana e dos rendimentos dos Tesouros, em meio à queda do petróleo pelo segundo dia consecutivo, impulsionada pela reabertura parcial do Estreito de Ormuz e sinais de retomada do fluxo na rota marítima.
No entanto, a retração da mercadoria limita o espaço para a recuperação do real, ao impactar os termos de troca comercial. Além disso, a queda do desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas adicionou política de cautela ao ambiente de negócios.
Levantamento realizado pela Realtime/Big Data no Ceará aponta o presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial, com 60% dos interesses de voto, frente a 21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em eventual segundo turno, Lula venceria por 63% a 27%. Flávio Bolsonaro apresenta o maior índice de exclusão no estado (60%), enquanto a aprovação do governo Lula entre os cearenses chega a 66%.
Às 9h41, o dólar à vista recuava 0,09%, cotado para R$ 5,0361, após atingir o mínimo de R$ 5,0256 (-0,30%) nos primeiros negócios e a máxima de R$ 5,0386 (-0,04%) há pouco.
O IGP-M acelerou para alta de 0,86% na segunda prévia de maio, após marcar 0,27% na primeira leitura do mês, mas desacelerou frente ao avanço de 2,64% registrado na mesma prévia de abril, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou que 4,5 milhões de pessoas já foram ressarcidas por descontos indevidos e fraudulentos no INSS. Ele afirmou ainda que o objetivo é zerar a fila do INSS até o fim do ano e manifestar-se contrário a uma nova reforma da Previdência, argumentando que tais medidas costumam aumentar o custo para os trabalhadores, seja por maior tempo de contribuição, aumento de alíquotas ou redução da renda disponível.
Brasil e China firmaram protocolo sanitário para exportação de miúdos suínos brasileiros ao mercado asiático, conforme comunicado do Ministério da Agricultura. A assinatura do acordo ocorreu durante reunião entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e o ministro da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, realizada ontem, 19, em Pequim.
Na Europa, os negociadores da União Europeia anunciaram nesta quarta-feira um acordo provisório para retirar algumas tarifas sobre importações dos Estados Unidos, no âmbito do acordo comercial firmado no verão passado (Hemisfério Norte), às vésperas do prazo americano para aumento de tarifas sobre automóveis.