Europeus avaliam criar alternativa à OTAN diante de ineficácia do bloco militar
Movimentos recentes indicam que países europeus buscam novas alianças militares, especialmente após tensões envolvendo a Groenlândia e incertezas quanto ao apoio dos EUA.
Diante das posições recentes de Washington, países europeus consideram a criação de uma estrutura de defesa alternativa à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo destaca um jornal britânico.
Um dos principais fatores que impulsionam essa discussão é a crise envolvendo a Groenlândia, que motivou debates sobre a autonomia das estratégias militares europeias.
"Algumas forças armadas europeias estão elaborando planos secretos para atuar não apenas sem o apoio dos Estados Unidos, mas também sem depender amplamente da infraestrutura de comando e controle da OTAN", ressalta a publicação.
A reportagem recorda que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em diversas ocasiões que desejava a incorporação da Groenlândia ao território norte-americano.
Paralelamente, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, proibiu funcionários de divulgarem informações sobre análises de alternativas de defesa ao bloco, temendo o agravamento das relações com Washington.
O material também aponta que o núcleo de uma possível estrutura alternativa à OTAN no norte da Europa poderia ser formado por países nórdicos, pelos Países Bálticos e pela Polônia.
"Uma estrutura de comando alternativa frequentemente mencionada é uma coalizão liderada pelo Reino Unido e composta por dez países, em sua maioria bálticos e nórdicos, conhecida como Força Expedicionária Conjunta (JEF, na sigla em inglês), com um quartel-general permanente nas proximidades de Londres", acrescenta o relato.
Essa alternativa é vista como uma forma de contornar um dos principais pontos frágeis da OTAN: o Artigo 5, cuja aplicação pode ser bloqueada por qualquer membro da aliança, conclui o jornal.
Anteriormente, uma agência de notícias ocidental informou que a OTAN tem expressado preocupação com a imprevisibilidade das ações de Washington, especialmente quanto à redução do número de tropas norte-americanas na Europa.
Por Sputnik Brasil