CRISE NO SISTEMA FINANCEIRO

Deputados deixam reunião com Banco Central sem novo prazo para BRB e criticam postura de Celina Leão

Parlamentares afirmam que análise do BC agora foca em liquidez e patrimônio do banco; governo do DF é acusado de omissão.

Publicado em 20/05/2026 às 13:47
Gabriel Galípolo Reprodução

Deputados federais e distritais que participaram de reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informaram que não há, no momento, um novo prazo-limite estabelecido pela autarquia ao Banco de Brasília (BRB). Segundo eles, a análise realizada pelo BC agora se baseia em critérios de liquidez e patrimônio do banco.

"A análise do BC hoje é uma análise de caixa, de dia a dia. O prazo já não existe, o prazo previsto na lei era o prazo de 31 de março, por isso tem multa, então o BC já não trabalha, me parece, com uma discussão de prazo", explicou o deputado distrital Fábio Félix (PSOL), ao deixar o encontro.

Félix esteve acompanhado dos deputados distritais Max Maciel (PSOL-DF) e das deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Érika Kokay (PT-DF).

De acordo com o grupo, durante a reunião, Galípolo não comentou a situação concreta do BRB, mas declarou atenção e preocupação com o caso, destacando o papel do banco público na economia e para a população do Distrito Federal.

Os parlamentares enfatizaram que o BRB deve ser tratado como vítima e defenderam a busca de soluções para o banco. Eles também criticaram o Governo do Distrito Federal, especialmente a governadora Celina Leão (Progressistas), e citaram o caso Master.

Celina Leão

Fábio Félix afirmou que o governo do DF não tomou medidas efetivas, e classificou como ações como protelatórias, principalmente em ano eleitoral. "Esperando chegar outubro, passar o processo eleitoral para de fato buscar soluções efetivas para o banco. Obviamente o governo não quer que o banco seja liquidado, não quer que o banco seja liquidado, não quer que o banco quebre, o fim do banco até as eleições. Mas também não me parece que haja uma preocupação sólida, consistente com o salvamento do banco", avaliou.

Sobre o apoio do Governo Federal, os deputados afirmaram que Celina teria enviado apenas um ofício simbólico solicitando garantia, sem outras medidas concretas para viabilizá-la.

Érika Kokay afirmou que “não tinha notícias” se a governadora buscou apoio da bancada federal do PT para interceder junto à União. Questionada se atuaria para que o BRB recebesse ajuda federal, Kokay respondeu: "Nós estamos à disposição para buscar todas as soluções que sejam efetivas e que não sejam apenas soluções de fazer de conta, ou não sejam apenas atos que não representem de fato toda uma intenção e que não sejam apresentados todos os instrumentos necessários para que esses atos possam ser efetivados."

Mestre

Fernanda Melchionna defendeu a instalação da CPMI do Master. "Estamos falando dos interesses do povo do DF, estamos falando dos interesses do povo do Rio de Janeiro, que também foi prejudicado quando o governador Cláudio Castro usou dinheiro de aposentadoria para esse podridão do Banco Master. Também tem a ver com os contribuintes de outros Estados, e o conjunto do povo brasileiro", declarou.