Petróleo recua quase 6% com retomada parcial de fluxo em Ormuz e expectativa por acordo
Preços do petróleo registram forte queda diante de avanços em negociações no Oriente Médio e liberação de navios no Estreito de Ormuz, apesar da redução maior que o esperado nos estoques dos EUA.
O preço do petróleo cerrou esta quarta-feira, 20, em forte queda, refletindo a retomada parcial do fluxo de navios no Estreito de Ormuz e as expectativas de um possível acordo que possa encerrar o conflito no Oriente Médio. Mesmo com a desvalorização, as cotações próximas de US$ 100 o barril. No radar dos investidores, também houve queda acima do esperado nos estoques de petróleo dos Estados Unidos.
O contrato de petróleo WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em baixa de 5,7% (US$ 5,89), cotado a US$ 98,26 o barril.
Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuperou 5,62% (US$ 6,26), fechando a US$ 105,02 o barril.
Durante toda a sessão, a mercadoria operou em queda, movimento que se intensificou após relatos de que superpetroleiros transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto cruzaram o Estreito de Ormuz. Outras embarcações comerciais, liberadas pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), também atravessaram a região. Segundo a consultoria Ritterbusch & Associates, embora os preços devam continuar voláteis, a perspectiva ainda é “otimista” devido à “grande diferença entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear”.
Por outro lado, o BOK Financial avalia que, diante da entrega dos preços, o “mercado está antecipando algum tipo de acordo” entre os dois países. Nesta quarta-feira, a imprensa internacional noticiou que o Paquistão espera concluir a versão final do acordo nos próximos dias, apesar das recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã.
A queda nos preços ocorre mesmo diante da redução de 7.863 milhões de barris nos estoques norte-americanos na semana encerrada em 15 de maio, de acordo com dados do Departamento de Energia (DoE) dos EUA. Analistas previam uma queda de apenas 3 milhões de bairros.
No cenário global, a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) indicou que a maioria dos dirigentes vê necessidade de novas altas nos juros, diante da inflação persistente. Para a FxPro, "os jurados mais altos podem aproximar-se das economias de uma recessão e reduzir a demanda por commodities energéticas", limitando o avanço dos preços do petróleo.
Com informações de Dow Jones Newswires