Países da Europa, Oceania e Canadá acusam Israel de dificultar estabilidade no Oriente Médio
Declaração conjunta critica políticas israelenses na Cisjordânia e pede fim da expansão de assentamentos e respeito ao direito internacional.
Os líderes do E4 — grupo formado por Reino Unido, França, Alemanha e Itália —, juntamente com Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Noruega e Países Baixos, divulgaram nesta sexta-feira (22) uma declaração conjunta sobre a situação na Cisjordânia. Segundo o comunicado, o cenário na região "se piorou significativamente" e a violência por parte de colonos israelenses atingidos "níveis sem precedentes".
"As políticas e práticas do governo de Israel, incluindo o fortalecimento do controle israelense, estão minando a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados. O direito internacional é claro: os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais", destaca o texto.
A declaração faz um apelo para que o governo de Israel interrompa a expansão dos assentamentos e dos poderes administrativos, garanta a responsabilização por atos de violência, assassinatos por colonos e investigue as denúncias envolvendo as forças israelenses.
Os países signatários também solicitaram que Israel respeite a custódia hashemita sobre os locais sagrados de Jerusalém, mantenha os acordos históricos de status quo e suspenda as restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina.
As nações reafirmaram ainda o compromisso "inabalável" com uma paz abrangente, justa e rigorosa, baseada em uma solução negociada de dois Estados e em conformidade com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).