Diretora de Inteligência dos EUA renuncia por motivo pessoal em meio à crise com Irã
Tulsi Gabbard deixa o cargo para acompanhar tratamento do marido, enquanto tensões com o Irã aumentam e os EUA monitoram avanços militares iranianos.
A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), Tulsi Gabbard, anunciou nesta sexta-feira, 22, sua renúncia ao cargo. A decisão ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e ao monitoramento da recuperação militar do Irã, após recentes ataques prolongados por Washington e Israel. A saída será efetivada em 30 de junho.
Em carta enviada ao presidente americano, Donald Trump, e divulgada por ele na Truth Social, Tulsi explicou que deixará o governo para acompanhar o tratamento do marido, Abraham Williams, publicado com “uma forma extremamente rara de câncer ósseo” .
“Neste momento, preciso me retirar do serviço público para estar ao lado dele e apoiá-lo integralmente nesta batalha”, escreveu a diretora.
Ela acrescentou que “não pode, em sã consciência” , continuar no cargo enquanto o marido enfrenta o tratamento.
Trump elogiou a atuação de Tulsi Gabbard e afirmou que ela “fez um trabalho incrível” à frente da comunidade de inteligência americana. “Sentiremos sua falta”, declarou o presidente em publicação em sua rede social. Segundo ele, o atual vice-diretor principal do DNI, Aaron Lukas, assumirá interinamente o comando da agência.
A mudança ocorre em um momento sensível para a segurança nacional dos EUA. Avaliações recentes da inteligência americana, obtidas pela CNN, indicam que o Irã já retomou parte da produção de drones durante o cessar-fogo iniciado em abril e reconstruiu capacidades militares em ritmo mais rápido do que o inicialmente previsto por Washington.
As análises apontam que Teerã trabalha para recompor instalações de lançamento de mísseis e sistemas militares direcionados no conflito. Fontes ouvidas pela emissora afirmaram ainda que o programa militar iraniano sofreu um enfraquecimento relevante, mas “não foi destruído” .