ECONOMIA

Previsão de gastos com benefícios previdenciários aumenta R$ 11,8 bilhões em 2026

Relatório dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento revisa receitas, despesas e projeções macroeconômicas para 2026

Publicado em 22/05/2026 às 16:29
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2026 , referente ao segundo bimestre, foi divulgado nesta sexta-feira (22) pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O documento traz revisões nas expectativas de receitas e nas projeções de gastos até o fim deste ano, em comparação com a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Gastos previdenciários em alta

A previsão de gastos com benefícios previdenciários em 2026 subiu R$ 11,8 bilhões, passando de R$ 1,124 trilhão, na LOA, para R$ 1,136 trilhão no relatório atual.

Já a projeção para pagamentos de pessoais e encargos sociais caiu R$ 3,4 bilhões, acumulado de R$ 457,6 bilhões para R$ 454,1 bilhões.

Os valores estimados para o pagamento de precatórios e sentenças judiciais foram encerrados em R$ 45,3 bilhões.

Receitas

Pelo lado da arrecadação, a receita com royalties prevista para este ano caiu R$ 4,6 bilhões, de R$ 177,1 bilhões para R$ 172,5 bilhões.

A estimativa para receitas com dividendos de estatais subiu R$ 800 milhões, de R$ 54,6 bilhões para R$ 55,4 bilhões.

As receitas previstas com concessões também aumentaram, de R$ 6,5 bilhões para R$ 6,6 bilhões, alta de R$ 100 milhões.

Projeções macroeconômicas

No mesmo relatório, os Ministérios do Planejamento e da Fazenda elevaram a projeção para a taxa Selic acumulada em 2026 para 13,96%. No relatório bimestral anterior, a previsão era de 13,53%.

Na reunião mais recente, em 29 de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central determinou uma taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. Em um dado divulgado em 5 de maio, o colegiado reafirmou que os próximos passos da política monetária dependerão de novas informações sobre os impactos dos conflitos no Oriente Médio na inflação, reforçando a necessidade de serenidade e cautela.

A previsão para o câmbio médio deste ano foi de R$ 5,32 para R$ 5,16. A previsão para o crescimento da massa salarial nominal varia de 10,32% para 10,38%.

A estimativa para o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional subiu de US$ 73,09 para US$ 91,25.

Tanto a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado quanto para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado aumentou no relatório referente ao 1º bimestre. O IPCA, previsto em 3,74% em março, foi ajustado para 4,49%. Já o INPC acumulado passou de 3,76% para 4,57%.

No último dia 18, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda atualizou os parâmetros para este ano e as estimativas preliminares sobre os impactos do conflito no Oriente Médio na economia brasileira.

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 foi mantida em 2,3%. A previsão para o IPCA foi elevada de 3,7% para 4,5%, atingindo o limite superior da meta. A estimativa para a medida de inflação pelo INPC, utilizada na correção do salário mínimo, subiu de 3,8% para 4,6%.