EXPORTAÇÕES E MERCADO INTERNACIONAL

Diálogo com a China busca revisão de cota para exportação de carne em 2025, afirma ministro

Márcio Elias Rosa destaca negociações para ampliar limite de vendas ao país asiático e comenta avanços na habilitação de frigoríficos brasileiros.

Publicado em 25/05/2026 às 14:40
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa Júlio César Silva/MDIC

Durante evento realizado no Rio de Janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, reforçou a relevância da China para o mercado exportador brasileiro. Este ano, o país asiático impôs uma limitação às limitações de carne, impactando diretamente o Brasil.

“O governo está construindo um bom diálogo para que, no ano que vem, a gente reveja essa segurança com o teto da cota de exportações”, afirmou o ministro a jornalistas.

Atualmente, a China controla as compras de carne bovina brasileira por meio de uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas. O Brasil tem exportado em torno de 1,5 milhão de toneladas, sendo que o volume excedente é tributado em 50%. O setor produtivo teme que o rápido esgotamento do volume isento de sobretaxa possa comprometer as previsões econômicas dos planos ao longo do ano.

“O Brasil consegue exportar além da cota e, ainda assim, é competitivo, mas o ideal é que fiquemos sem cota, sem sobrecarga”, acrescentou Márcio Elias Rosa.

O ministro também comentou o recente anúncio das autoridades chinesas sobre a retirada da suspensão de três frigoríficos brasileiros, que estavam impedidos de exportar para a China desde março de 2025. “O ministro André de Paula veio da China semana passada e estamos animados com a perspectiva de, ainda neste ano, conseguirmos a habilitação de, pelo menos, mais 30 frigoríficos”, destacou.

OMC

Ao abordar o cenário do comércio internacional, que vem passando por transformações desde 2017 com a perda de influência da Organização Mundial do Comércio (OMC), Márcio Elias Rosa afirmou que “a boa indústria é a que atende ao mercado interno e ganha o externo”. Segundo ele, "o MAC é essencial porque ela estabelece o multilateralismo. O comércio é sempre regional, é quase sempre intrabloco. A maior parte das negociações é feita entre os parceiros."