Von der Leyen pede reforço da defesa no Leste Europeu e anuncia novos investimentos
Presidente da Comissão Europeia anuncia € 12 bilhões para países bálticos e propõe ampliação dos recursos em defesa e mobilidade militar diante de ameaças russas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta terça-feira (18), em Vilnius, na Lituânia, o fortalecimento da coordenação de defesa no Leste Europeu e anunciou investimentos significativos em segurança para os países bálticos.
Segundo Von der Leyen, o bloco vai destinar € 12 bilhões adicionais por meio do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE, na sigla em inglês). Os recursos serão aplicados em tecnologias antidrones, no aprimoramento das defesas aéreas e na proteção da infraestrutura crítica. Embora os fundos já estejam disponíveis, a presidente ressaltou que a implementação ainda está em andamento, conforme explicou em coletiva de imprensa após o discurso.
Von der Leyen classificou os recentes incidentes envolvendo a Rússia como parte de uma "estratégia deliberada" para desestabilizar as democracias europeias. Ela destacou a necessidade de fortalecer os sistemas de alerta e a coordenação entre as nações do bloco.
A presidente também revelou que a Comissão Europeia está em "negociações" para ampliar os investimentos em defesa no orçamento de longo prazo da União Europeia. A proposta prevê triplicar os recursos destinados à gestão de imigração, multiplicar por cinco o orçamento para defesa e aumentar em dez vezes os investimentos em mobilidade militar.
Von der Leyen sugeriu ainda a participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em uma avaliação abrangente dos sistemas antidrones e de alerta, com o objetivo de identificar vulnerabilidades e acelerar o apoio às áreas mais expostas.
Por fim, ela defendeu uma maior integração da Ucrânia à estratégia industrial de defesa europeia, ressaltando que a experiência adquirida por Kiev no campo de batalha pode acelerar a adaptação militar do continente. "Europa e Ucrânia devem construir juntas capacidade industrial para superar nossos adversários em inovação", afirmou.