ECONOMIA

Presidente do BRB diz ao Senado não ter informações sobre quantas vezes Vorcaro foi ao banco

Publicado em 09/06/2026 às 14:07
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza Reprodução / Instagram

O presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira, 9, que não saber quantas vezes o dono no Mestre, Daniel Vorcaro, esteve no BRB. “Não, não tenho realmente esses detalhes”, declarou, durante audiência à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar as operações entre o BRB e o banco Master.

Questionado qual seria a fatia obtida por Vorcaro no BRB, Souza respondeu: "No trabalho que foi feito, inclusive, pela administração atual, conseguimos uma prisão de 23,5% das ações que estavam em poder, não digo do Vorcaro, mas do grupo", declarou.

Calcula-se que o BRB comprou pelo menos R$ 12 bilhões em créditos podres do Banco Master. O Distrito Federal, controlador do Banco de Brasília, precisará fazer aporte na instituição para cobrir o prejuízo. O banco estatal, no entanto, não apresentou o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado no fim de março.

Empréstimo

Em audiência da comissão do Senado, Nelson Antônio de Souza também afirmou que o empréstimo esperado ajudará o banco público a se enquadrar nos índices necessários para continuar funcionando, após as operações entre a instituição e o banco Master.

“(Esse empréstimo) vai enquadrar em todos os índices que precisamos para operar, que é de R$ 6,6 bilhões, mais R$ R$ 2,2 bilhões, totalizando R$ 8,8 bilhões de aportes de capital do controlador no BRB”, declarou.

Souza disse que os bancos públicos são importantes para as áreas mais afastadas do Brasil, inclusive, na operação de programas sociais. "Os bancos privados têm um papel fundamental dentro do Sistema Financeiro Brasileiro. Mas os públicos também têm (...) São 33 programas sociais no GDF (Governo do Distrito Federal)", disse.

A declaração veio depois do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) argumentando que o Estado não deveria ter bancos, por ser uma atividade que deveria ser exercida por iniciativa privada.

Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), invejou à Câmara Legislativa o projeto de lei (PL) que autorizou o DF a contrair um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para resgatar o Banco de Brasília (BRB), que vem enfrentando problemas de créditos e patrimoniais pela sua relação com o Banco Master.