INVESTIGAÇÃO

Polícia prende mais três suspeitos após morte de jovem em salto de rope jump

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de ponte em Limeira sem cordas de segurança

Por Estadao Conteudo Publicado em 20/06/2026 às 11:48
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, neste sábado, 20, uma mulher e dois homens suspeitos de responsabilidade pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem foi lançada de uma ponte sem corda de proteção durante a prática de pular corda, em Limeira, no interior paulista.

As identidades dos presos não foram divulgadas. Outros três instrutores já estão presos sob suspeita de envolvimento em crimes associados à morte de Maria Eduarda.

Na última terça-feira, 16, os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, responsáveis ​​por auxiliar o jovem no salto, foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Como estão as investigações?

Maria Eduarda morreu no sábado, 13, após saltar da Ponte do Esqueleto. Segundo a Polícia Civil, a vítima deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava instalada no momento da atividade.

A jovem foi lançada de uma altura de 40 metros sem que a corda estivesse devidamente presa ao corpo. O momento em que ela é jogada da Ponte do Esqueleto foi registrado em vídeo que circulou nas redes sociais.

Quem foi preso?

No sábado, a Polícia Militar prendeu seis pessoas pela morte de jovem, conforme informou a prefeitura de Limeira (SP) em comunicado oficial.

De acordo com a delegada Andrea Levy, responsável pela investigação, os três funcionários responsáveis ​​pela operação — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — permaneceram presos e afirmaram em depoimento que não se lembram de quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos de segurança.

O caso é investigado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte mesmo sem a intenção direta de matar. Além da dinâmica do acidente, a polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem no momento da queda.

Prefeitura diz que vai processar União

A prefeitura de Limeira afirmou que a “responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal”. A administração municipal comunicou que vai processar a União por "omissão".

Posi da União

Ao Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamentou “a morte trágica de um jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto”.

A secretaria afirmou que a ponte “pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares” e que “a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026”.

'Estamos sem entender', diz instrutor

Os responsáveis ​​pela operação do salto de corda que terminou com a morte de Maria Eduarda afirmaram não saber explicar por que um jovem foi lançado da ponte sem as cordas de segurança.

Um dos investigados afirmou em depoimento à Polícia Civil, veiculado pelo portal g1, que as inspeções foram realizadas normalmente antes dos saltos.

“No dela estamos sem entender até agora”, declarou. Ao relatar o que ocorreu após a queda, ele disse ter descido até o local onde o jovem estava sendo socorrido.