Musk critica participação do governo dos EUA em empresas de IA
Bilionário defende repasses diretos à população e diz que IA e robótica podem evitar pressão inflacionária
O empresário Elon Musk defendeu que o governo dos Estados Unidos envie recursos diretamente aos cidadãos, em vez de adquirir participação em grandes empresas de inteligência artificial.
A declaração foi feita em resposta a comentários do vice-presidente americano, J.D. Vance, sobre planos da Casa Branca para ampliar a atuação estatal no setor de IA.
"É melhor enviar dinheiro diretamente às pessoas a partir do Tesouro. Enquanto o crescimento de bens e serviços superar o aumento da oferta monetária — algo que ocorrerá graças à IA e à robótica — não haverá inflação. Na verdade, prevejo que lutaremos desesperadamente contra a deflação", escreveu Musk na rede social X.
O debate teve início após Vance afirmar, em entrevista ao programa CEO Diary, que o presidente Donald Trump apoia a criação de um fundo soberano dos Estados Unidos. A proposta permitiria ao governo adquirir participação em grandes empresas de inteligência artificial do país.
De acordo com o vice-presidente, essas companhias não deveriam se transformar em monopólios sem controle. Para Vance, a participação estatal poderia ser uma forma de permitir que trabalhadores e cidadãos compartilhassem os ganhos gerados pela expansão da inteligência artificial.
Musk discordou da possibilidade de o governo se tornar acionista de empresas privadas. Segundo ele, a distribuição de recursos deveria ocorrer diretamente aos consumidores, por meio do Tesouro, e não pela participação estatal na produção.
A divergência entre os dois envolve a forma de distribuição dos ganhos econômicos gerados pela IA. Enquanto Vance defende um modelo com presença do Estado nas empresas e na cadeia produtiva, Musk argumenta que o benefício deveria chegar diretamente à população.
O bilionário afirmou que os avanços em inteligência artificial e robótica devem elevar a produção de bens e serviços em ritmo superior ao crescimento da oferta de dinheiro. Segundo ele, isso evitaria pressão inflacionária mesmo com transferências maiores de recursos à população.