SAÚDE

Anvisa libera medicamento oral não hormonal para sintomas da menopausa

Terapia chamada fezolinetanto será comercializada no Brasil como Veoza e é indicada para ondas de calor e suores noturnos

Por Agência Brasil Publicado em 23/06/2026 às 13:21
Anvisa aprova medicamento oral não hormonal para sintomas da menopausa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fezolinetanto, terapia não hormonal de uso oral indicada para o tratamento de ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa.

O medicamento será vendido no Brasil com o nome comercial Veoza e é produzido pela Astellas Farma. Em nota, o fabricante informou que o processo de aprovação incluiu três ensaios clínicos de fase 3, com mais de 3 mil indivíduos inscritos na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Notícias relacionadas:

Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama.

Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes.

Anvisa libera produtos da Ypê produzidos a partir de janeiro de 2026.

Segundo o laboratório, antes da menopausa há equilíbrio entre os estrogênios, hormônios produzidos pelos ovários da mulher, e a neurocinina B (NKB), uma substância química do cérebro. Essa estabilidade regula o centro de controle de temperatura do corpo, localizado em uma área específica do cérebro.

“À medida em que o corpo passa pela menopausa, os estrogênios diminuem e esse equilíbrio é interrompido. Essa desarmonia pode levar às ondas de calor e aos suores noturnos”, informou o fabricante.

Ainda de acordo com a empresa, sintomas vasomotores moderados e intensos, conhecidos como fogachos, afetam até 80% das mulheres com idade entre 40 e 65 anos.

“No Brasil, 36,2% das mulheres na menopausa (40-65 anos) sofrem com SVM moderados a intensos, uma taxa que supera significativamente a média de 15,6% observada globalmente”.

De acordo com o laboratório, entre as mulheres que apresentam esses sintomas, quase 70% das brasileiras (69,9%) classificam as ondas de calor e os suores noturnos como intensos, “indicando um impacto severo na qualidade de vida, produtividade e sono”.