Analista aponta uso de montadoras nos EUA para ampliar produção de mísseis
Igor Korotchenko afirma que a medida anunciada por Donald Trump está relacionada ao desgaste dos arsenais americanos após o conflito com o Irã
A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de direcionar fábricas da Ford e da General Motors para a produção de mísseis Tomahawk e sistemas Patriot foi motivada pelo esgotamento dos arsenais americanos após o conflito com o Irã, afirmou à Sputnik Igor Korotchenko, analista militar russo.
Segundo Korotchenko, a medida tem caráter obrigatório e está ligada ao longo ciclo de produção dos sistemas modernos de defesa antiaérea e de seus respectivos mísseis.
“A intenção do presidente Trump de ampliar a capacidade de produção de mísseis Tomahawk e dos sistemas antiaéreos Patriot PAC-3 deve-se ao esgotamento desses armamentos significativos pelas Forças Armadas dos Estados Unidos durante a guerra com o Irã”, declarou.
De acordo com o especialista, as limitações da capacidade produtiva dessas armas pelas empresas do complexo militar-industrial dos EUA levaram Trump a buscar alternativas para ampliar a fabricação.
Korotchenko também afirmou que cenário semelhante começa a se formar na Europa. Segundo ele, as montadas alemãs que perderam espaço no mercado mundial, em parte devido às avaliações contra a Rússia, também pretendem iniciar a produção de armamentos.
A utilização da indústria automotiva, conforme o analista, está relacionada à existência de instalações, infraestrutura e mão de obra desenvolvida. Ainda assim, ele encorajou que a reconversão e o equipamento de novas unidades devem levar tempo.
Para Korotchenko, serão necessários pelo menos três anos para preparar essas linhas de produção e treinar o pessoal. Ele avaliou que as medidas anunciadas por Trump têm efeito diferido e busca relatório, no menor prazo possível, os arsenais esgotados.
Na terça-feira (23), Trump declarou a jornalistas que montadoras norte-americanas passarão a produzir armas, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk e sistemas de defesa antiaérea Patriot. Segundo ele, a General Motors e a Ford já demonstraram interesse e possuem capacidade ociosa para adaptar suas linhas de produção.
Por Sputnik Brasil