MERCADOS

Bolsas europeias recuam com pressão sobre empresas de defesa

Rheinmetall caiu cerca de 19% após relatos sobre mudança em programa militar alemão; petróleo em baixa limitou perdas em parte dos mercados

Por Estadao Conteudo Publicado em 24/06/2026 às 13:18
Bolsas europeias Reprodução

As bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira, 24, em sua maioria no campo negativo, influenciadas pelo desempenho das ações do setor de defesa. O movimento ocorreu após notícias sobre alterações em um importante programa militar da Alemanha.

A cautela em relação às perspectivas para o setor global de tecnologia também reduziu o apetite por risco. Por outro lado, a queda do petróleo ajudou a conter perdas em alguns mercados.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,31%, aos 10.461,63 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,71%, para 24.716,24 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,54%, a 8.385,49 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,74%, para 51.638,94 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,46%, a 19.386,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 0,88%, aos 9.055,89 pontos. As cotações são preliminares.

A alemã Rheinmetall tombou cerca de 19% após relatos de que Berlim abandonará o projeto de seis fragatas F126, potencialmente avaliado em cerca de 12 bilhões de euros. Analistas do JPMorgan afirmaram que a decisão pode comprometer a meta anual de entrada de pedidos da companhia.

Outras empresas do setor também recuaram. Renk caiu 6,3%, Hensoldt perdeu 4% e Leonardo cedeu 4,9%. Na direção contrária, a TKMS avançou 14,8%, após ser vista como potencial beneficiária de uma alternativa ao programa naval. Em Londres, a Segro subiu 17% depois de rejeitar uma proposta de aquisição de 12,6 bilhões de libras feita pela americana Prologis.

O subíndice de defesa caiu 1,1%. Também registraram perdas fortes os subíndices de energia, com baixa de 2,3%, e de recursos básicos, que recuou 2,9%.

Sinais de avanço no acordo provisório entre Estados Unidos e Irã e a normalização dos fluxos do Estreito de Ormuz provocaram queda intensa do petróleo e de commodities metálicas, como cobre e ouro.

Na agenda econômica, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 85 para 85,6 pontos em junho.

Para o ING, o segundo avanço consecutivo do indicador reforça um retorno gradual do otimismo entre as empresas alemãs, favorecido pelas perspectivas de diminuição dos riscos para os custos de energia. O banco holandês, porém, alerta que o PIB alemão pode voltar a contrair no segundo trimestre.

Com informações da Dow Jones Newswires.