POLÍTICA

Flávio Bolsonaro critica Lula e defende suspensão de tarifas em audiência nos EUA

Senador participa de audiência pública do USTR sobre tarifas aplicadas a exportações brasileiras.

Por Sputnik Brasil Publicado em 05/07/2026 às 18:07
Flávio Bolsonaro critica Lula durante sua audiência nos EUA sobre tarifas externas. © Foto / Lula Marques / Agência Brasil

Pré-candidato participará de sessão do USTR sobre a investigação comercial contra o Brasil e defenderá a suspensão da tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou neste domingo (5) em Washington, nos Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro faz parte da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que analisa supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.

A audiência será realizada na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos em duas sessões, nos dias 6 e 7 de julho. Flávio deverá participar do painel previsto para terça-feira (7), quando pretende defender a suspensão da tarifa de 25% proposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Na última quinta-feira, Flávio Bolsonaro encaminhou ao USTR um documento pedindo a suspensão imediata da tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. No texto, o senador argumenta que a medida "recompensaria exatamente os infratores que pretende punir", ao fortalecer politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação também solicita que a aplicação das tarifas seja adiada por 180 dias, de forma que qualquer decisão seja tomada apenas após a conclusão das eleições presidenciais no Brasil.

Ao chegar aos Estados Unidos, Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em razão do gesto de mostrar o dedo do meio durante um evento no Palácio do Planalto na última sexta-feira. "Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim a Washington defender os brasileiros", declarou.

O gesto de Lula ocorreu durante um discurso em defesa da ampliação do acesso da população de baixa renda a tratamentos de saúde de maior qualidade. "Precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles", afirmou o presidente, enquanto fazia o gesto.

A proposta de sobretaxar produtos brasileiros decorre da investigação aberta pelo USTR sobre temas como comércio digital, propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal. A iniciativa de Flávio Bolsonaro de recorrer ao governo americano provocou críticas do Palácio do Planalto. Lula afirmou que a família Bolsonaro busca "se submeter aos interesses dos Estados Unidos" e classificou a atuação da oposição como "entreguista".