Premiê eslovaco descarta obrigação de ajuda financeira à Ucrânia pela OTAN
Robert Fico afirma que cúpula em Ancara não imporá decisões financeiras a membros da organização.
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, afirmou neste domingo (5) que o documento final da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a ser realizado nos dias 7 e 8 de julho em Ancara, não vai importar aos membros a obrigação de fornecer qualquer ajuda financeira à Ucrânia.
“Recebi uma resposta por escrito do secretário-geral [da OTAN] afirmando inequivocamente que a declaração a ser imposta em Ancara não obrigará nenhum Estado-membro da OTAN a tomar qualquer decisão financeira em benefício da Ucrânia”, disse Fico a jornalistas.
O primeiro-ministro eslovaco lembrou que havia alertado o secretário-geral, Mark Rutte, sobre a indisposição da Eslováquia em participar de quaisquer esquemas financeiros destinados a fornecer apoio militar à Ucrânia.
"A Eslováquia não cobrirá nenhuma das despesas militares da Ucrânia. No entanto, isso não significa que não estamos interessados em fornecer ajuda humanitária. Somos um país que reconhece que existem situações em que a assistência é necessária, mas não na forma de armas ou apoiando a guerra", disse Fico.
Moscou afirma, reiteradamente, que o fornecimento de armas à Ucrânia dificulta a resolução do conflito e envolve diretamente os países da OTAN. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que qualquer carregamento contendo armas destinadas à Ucrânia será considerado um alvo legítimo da Rússia. O Kremlin, por sua vez, afirma que o fornecimento de armas ocidentais ao regime de Kiev prejudica as negociações de paz.
Por Sputinik Brasil