POLÍTICA

Zema critica Lula por aproximação com países 'anti-americanos' e comenta escândalo do Banco Master

O pré-candidato à presidência participou de encontro com lideranças femininas e discutiu a participação das mulheres na política.

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/07/2026 às 13:43
Romeu Zema discute política e aproximação internacional em encontro com líderes femininas. © Sputnik / Guilherme Côrrea

Pré-candidato a presidente e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) participou nesta terça-feira (7), em São Paulo, de encontro com cerca de 100 lideranças femininas.

Questionado sobre nomes para compor a chapa, Zema afirmou que o prazo para definição é 5 de agosto e que conversas seguem em andamento com partidos sem candidato próprio à Presidência. Segundo ele, não há nome fechado até o momento e o único critério estabelecido é que o escolhido tenha ficha limpa.

Sobre a articulação do também pré-candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com os Estados Unidos em torno da taxação de produtos brasileiros, Zema disse esperar que o Brasil resolva a questão "independentemente de quem vier a solucionar isso". Na sequência, criticou a condução da política externa do governo Lula.

Segundo Zema, o governo Lula e o Itamaraty têm cometido equívocos na diplomacia por se aproximarem de países como Cuba, Venezuela e Irã, classificados por ele como "anti-americanos". "Questionam o dólar e quando você faz isso, você está deixando muito claro que não quer um bom relacionamento e criando uma dependência excessiva da China", opinou.

Zema afirmou que essa aproximação gera dependência excessiva de um único parceiro comercial e disse que, em um eventual governo, o Brasil se voltaria mais aos países do Ocidente. Ele também criticou o que classificou como aproximação do Brasil a "regimes autoritários" que, segundo ele, contradiz o discurso interno em defesa da democracia.

Mulheres na política

Zema citou o próprio governo em Minas Gerais como exemplo de ampliação da participação feminina e, de acordo com o ex-governador, o estado teve o maior número de desembargadoras nomeadas ao Tribunal de Justiça da história mineira, além de mulheres à frente simultaneamente da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, situação que, segundo ele, não se repete em nenhum outro estado do país.

"As mulheres tiveram um destaque muito grande, não porque eu priorizei as mesmas, mas sim porque nós fizemos processos seletivos e quando você faz isso a participação feminina sempre aumenta muito", disse.

Sobre equidade salarial, Zema afirmou ser favorável a tratamento equânime e citou a empresa que fundou, hoje ainda em operação, onde a maioria dos funcionários são mulheres, segundo os últimos dados que possui. Ele defendeu ainda maior presença feminina em instâncias como o Supremo Tribunal Federal (STF), hoje com uma ministra, e no Congresso Nacional.

Zema também comentou que administrações municipais femininas em Minas Gerais têm avaliação em média superior à masculina, sem apresentar dados específicos, e disse que a maior participação de mulheres na política tende a contribuir para o combate à corrupção.

Banco Master

Questionado sobre o escândalo do Banco Master, Zema disse não recordar de nenhuma mulher envolvida no caso. "Não vi nenhuma mulher, pelo que eu me recordo, envolvida no caso do Banco Master. Pelo que eu me recordo aí, só homens envolvidos", afirmou.

Ele associou a fala a dados sobre a população carcerária brasileira, que segundo ele é composta por cerca de 95% de homens e entre 5% e 6% de mulheres, como argumento de que mulheres cometem menos delitos.