Novos detalhes surgem sobre ataque à escola no Irã
Funcionários ignoraram avisos sobre informações desatualizadas antes do ataque a Minab.
Altos funcionários optaram por ignorar os avisos de que as informações de inteligência sobre possíveis alvos no Irã estavam desatualizadas devido à "pressa em fornecer alvos no início da guerra", informou a mídia norte-americana, citando fontes.
A campanha conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro com o ataque a uma escola feminina em Minab, onde 168 estudantes e 14 professores e funcionários foram mortos.
Até o momento, o Pentágono ainda não divulgou os resultados de sua investigação, segundo a imprensa.
No entanto, antes do ataque, foi relatado que os dados de inteligência eram baseados em informações desatualizadas e precisavam ser verificados novamente, de acordo com novas informações divulgadas pela mídia.
Especificamente, imagens de satélite de 2013 mostram que a escola e a base do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã faziam parte do mesmo complexo. Contudo, em 2016, uma cerca separando as duas escolas e uma entrada separada já eram visíveis, conforme relatado.
Entretanto, imagens de dezembro de 2025 mostram que dezenas de crianças provavelmente brincavam no pátio da escola.
Contudo, o Pentágono exerceu intensa pressão sobre os militares, exigindo que a lista fosse preparada o mais rápido possível.
Como resultado, informações sobre muitos dos alvos adicionados à lista de ataques tinham mais de dez anos. Devido à pressa para cumprir os prazos, os oficiais militares priorizaram a atualização dos registros de alvos considerados de "alta prioridade". No entanto, a base próxima à escola não foi revisada, pois era considerada um alvo fixo que não mudava de localização.
A inclusão de um alvo na lista exigia a aprovação de um oficial de alta patente. Assim, poucos dias após o ataque à escola, os militares dos EUA perceberam o erro cometido.
Cabe ressaltar que as unidades responsáveis por prevenir danos à população civil sofriam com uma grave falta de pessoal, visto que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, havia cortado esse programa anteriormente.