ECONOMIA

Dólar opera em alta moderada com influência do petróleo e Treasuries

Mercados aguardam dados do PPI e depoimento de Kevin Warsh ao Congresso após CPI abaixo do esperado.

Por Estadao Conteudo Publicado em 15/07/2026 às 09:31
Dólar

O dólar à vista opera em alta moderada nos primeiros negócios desta quarta-feira, 15, acompanhando a leve valorização da moeda americana no exterior e a alta dos rendimentos dos Treasuries, enquanto o movimento é misto entre moedas emergentes ligadas a commodities. O avanço do petróleo pelo terceiro dia seguido, diante do conflito entre Estados Unidos e Irã, reacende preocupações inflacionárias.

Os mercados aguardam o PPI dos Estados Unidos e o segundo dia de depoimento de Kevin Warsh ao Congresso, após a CPI abaixo do esperado na véspera.

A alta do petróleo e dos minerais de ferro na China ajuda a limitar a pressão sobre o real, enquanto os serviços abaixo das expectativas podem estimular apostas de corte da Selic em agosto.

O volume de serviços caiu 0,4% em maio ante abril, contrariando a expectativa de estabilidade, após alta de 1,2% em abril. Na comparação anual, houve crescimento de 0,4%, abaixo da alta de 1,9% em abril e da previsão de 0,9%. No acumulado em 12 meses, o setor desacelerou para 2,6%, ante 2,9% até abril.

No comércio, o prazo para o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre a investigação contra o Brasil termina nesta quarta-feira e a expectativa predominantemente é de que novas tarifas sobre produtos brasileiros sejam anunciadas.

Uma pesquisa Genial/Quaest mostra que 69% dos participantes são elaborados ao fim da escala de trabalho 6x1, enquanto 22% são contrários.

No exterior, o Comando Central dos Estados Unidos iniciou uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta quarta-feira, com o objetivo de reduzir as capacidades militares usadas contra a navegação no Estreito de Ormuz.

Entre os balanços nos EUA, o Morgan Stanley teve lucro líquido de US$ 5,58 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 58% na comparação anual, com lucro por ação recorde de US$ 3,46, acima da previsão de US$ 2,93. A Johnson & Johnson registrou lucro de US$ 5,53 bilhões, praticamente estável ante o ano anterior, mas o lucro ajustado por ação de US$ 2,90 superou a expectativa de US$ 2,85.