POLÍTICA

Trump destaca segurança eleitoral e aponta acesso da China a dados de eleitores dos EUA

Presidente afirma que documentos comprovam interferência da China nas eleições dos Estados Unidos.

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/07/2026 às 22:29
Trump destaca afirmação sobre interferência chinesa nas eleições dos EUA em discurso recente. © AP Photo / Jacquelyn Martin

O discurso do presidente estadunidense, Donald Trump, nesta quinta-feira (16) à população teve como foco segurança eleitoral quando afirmou que a China teve acesso a 220 milhões de arquivos de eleitores norte-americanos de 18 estados dos Estados Unidos.

Ele colocou a integridade das eleições nos EUA em xeque e informou que documentos disponíveis no site oficial da Casa Branca comprovam o envolvimento chinês nas eleições estadunidenses e "vulnerabilidades chocantes" no sistema eleitoral do país.

"O maior comprometimento de dados eleitorais da história", declarou. "Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral", disse.

De acordo com o chefe de Estado, a investigação e a desclassificação de documentos abrangem cinco áreas, que, segundo ele, demonstrariam um suposto ataque cibernético contra informações relacionadas ao processo eleitoral.

As eleições gerais de meio de mandato vão ocorrer na primeira terça-feira de novembro (3) e todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes dos EUA e 35 (um terço) das 100 cadeiras do Senado dos EUA serão renovadas pelo voto.

Trump tem insistido nos últimos anos que houve fraude em 2020 quando ele perdeu as eleições para o ex-presidente Joe Biden, mas a Justiça comum, eleitoral e o próprio Departamento de Justiça refutaram a hipótese após investigações.

Duas grandes redes de televisão dos EUA, ABC e NBC, não transmitiram o discurso do presidente em seus canais abertos.

Os republicanos, partido de Trump, controlam a Câmara dos Deputados por uma diferença de duas cadeiras e quatro no Senado. Nas eleições estaduais de 2025, os democratas conquistaram 21% das cadeiras legislativas. Se os democratas assumirem a maioria da Câmara vão poder definir a agenda fiscal para os dois últimos anos da presidência de Trump.

Trump tenta combater o voto por correio e as urnas eletrônicas em estados majoritariamente compostos por eleitores democratas.

Nos primeiros minutos de sua fala voltou a culpar imigrantes por crimes e roubos no país, que, segundo ele, deixaram de entrar no país graças à sua política de imigração.

"Zero imigrantes entrando no país em 14 meses", garantiu ele. Trump também falou das conquistas econômicas de seu governo nos últimos e citou a Venezuela como uma dessas conquistas.