POLÍTICA

TSE estabelece limite de R$ 133 milhões para campanhas presidenciais

Os gastos de campanha para a Presidência incluem recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Por Agência Brasil Publicado em 21/07/2026 às 17:24
Limite de R$ 133 milhões para gastos de campanha presidencial é mantido pelo TSE.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) o limite de gastos para os candidatos aos cargos em disputa nas eleições de outubro. Os recursos fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que vai distribuir R$ 4,9 bilhões para os 30 partidos que vão participar do pleito.

Os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133 milhões , incluindo os dois turnos. O limite para o primeiro giro ficou em R$ 88,9 milhões. Quem disputar o segundo poderá gastar até R$ 44,4 milhões .

Também foi definido o limite de gastos para os cargos de governador, senador, deputado distrital, federal e estadual.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral , com 34 milhões de candidatos, os candidatos ao governo do estado poderão gastar R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões no segundo.

Os valores não sofreram aumento e serão os mesmos definidos pelo TSE no pleito presidencial de 2022.

O limite para todas as cargas que serão disputadas pode ser conferido no site do TSE .

Os gastos de campanha envolvem as despesas com contratações de serviços de viagens, gravação de vídeos, produção de quadrinhos, entre outros.

Punição

O candidato que gastar acima do limite previsto pelo TSE poderá ser condenado ao pagamento de multa de até 100% sobre o valor excedente. Além disso, o candidato pode ser processado por abuso de poder econômico.

A verificação dos valores é feita por meio de prestações de contas que devem ser entregues obrigatoriamente pelos candidatos e partidos à Justiça Eleitoral ao longo da campanha.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro , quando os candidatos votarão em deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os candidatos voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.