POLÍCIA

Capitã da PM morre com lesão grave no rosto, diz investigação

Delegado confirma que marido da vítima foi preso por feminicídio após morte em Belo Horizonte.

Por Estadao Conteudo Publicado em 21/07/2026 às 17:34
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

O porta-voz da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Saulo Castro , afirmou nesta terça-feira, 21, que a capitã Michele Leão Azevedo apresentou uma "lesão muito contundente" no rosto quando chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira, 20.

Durante entrevista coletiva no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Castro disse ainda que o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira , marido de Michele, foi preso em flagrante por suspeitas de feminicídio.

"Há pluralidade de lesões no corpo da vítima. Há uma lesão aparentemente muito contundente no rosto da vítima. Isso foi constatado de modo que fica muito claro a gravidade daquele ferimento", disse o delegado.

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno , que representa o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, destacou que é essencial evitar julgamentos precipitados.

"Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as questões serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes", afirma.

De acordo com a Polícia Civil, Michele já estava morto havia entre quatro e seis horas antes de dar entrada na unidade de saúde. Segundo o porta-voz da Polícia Civil, o casal mantém uma relação conturbada.

“Há também uma descrição de atos de violência psicológica e de violência moral do autor em relação à vítima, trazendo esse contexto de violência doméstica e familiar”, disse o delegado.