ECONOMIA

Petróleo registra alta e Brent ultrapassa US$ 100 por barril devido a tensões no Oriente Médio

Estreito de Ormuz e conflitos entre houthis e Arábia Saudita contribuem para a escalada dos preços.

Por Estadao Conteudo Publicado em 23/07/2026 às 16:05
Petróleo Ilustração de IA

O petróleo subiu mais de 7% nesta quinta-feira, 23, com o Brent chegando a US$ 100 por barril. A alta ocorre em meio à restrição do fluxo de commodities pelo Estreito de Ormuz e com a escalada de tensão entre os houthis do Iémen e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, o que também aumenta a incerteza sobre o tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb.

Negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 6,17% ( US$ 5,36 ), a US$ 92,19 por barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 7,04% ( US$ 6,62 ), a US$ 100,69 o barril.

O petróleo subiu desde a madrugada, após as forças dos EUA anunciarem a conclusão de mais uma rodada de ataques contra o Irã pela 12ª noite consecutiva, enquanto Teerã continua suas retaliações em países do Golfo Pérsico. Washington também anunciou que está enviando mais tropas, equipes médicas e armamentos ao Oriente Médio para ampliar o leque de opções militares.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu acentuadamente em relação aos níveis de junho, enquanto dados de rastreamento de navios da Kpler mostram que algumas embarcações mudaram de rota para evitar o Mar Vermelho.

“O conflito entre os Estados Unidos e o Irã não mostrou sinais de ventilação, e também não há indicação de qualquer acordo de paz emergente”, dizem analistas do Deutsche Bank.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que está considerando retomar seriamente a guerra em grande escala contra o país em si. Segundo ele, o ataque será maior do que a Operação “Epic Fury”. O líder americano também ameaçou punir militarmente os houthis do Iémen se o grupo continuar a interferir nas rotas comerciais da região do Golfo, acrescentando que Washington também irá responsabilizar o Irão.

Trump ainda apontou que o acordo civil nuclear com a Arábia Saudita será aprovado, mas está "totalmente sujeito" à adesão saudita aos Acordos de Abraão, que são tratados diplomáticos intermediados pelos Estados Unidos que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes.

*Com informações da Dow Jones Newswires.