Petróleo registra queda acentuada com tensão reduzida no Oriente Médio
Com o governo dos EUA diminuindo ataques ao Irã, os preços do petróleo enfrentam forte desvalorização.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda neste início de semana, após os Estados Unidos sinalizarem uma pausa nos ataques contra o Irã, reduzindo o temor de novas interrupções no fornecimento da commodity.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 7,50% (US$ 6,70), a US$ 82,61 por barril. O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 6,33% (US$ 5,81), a US$ 85,87 o barril.
Às vésperas de o conflito completar cinco meses, o governo americano interrompeu os ataques aéreos contra Teerã após quase duas semanas de bombardeios intensificados, abrindo espaço para uma nova rodada de negociações diplomáticas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na tarde desta segunda-feira, 27, que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que há uma chance para se chegar a um acordo.
As tensões na região, entretanto, continuam. A Arábia Saudita condenou nesta segunda uma tentativa de ataque com drones contra instalações petrolíferas do país atribuída a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.
Na visão da Ritterbusch & Associates, o recuo do petróleo parece "corretivo e amplamente relacionado à realização de lucros especulativos". A tensão no Oriente Médio não diminuiu significativamente e a possibilidade de uma escalada adicional permanece, acrescenta a empresa.
A volatilidade da commodity pode ser inflacionária se alguns preços subirem com o petróleo, mas relutarem em voltar a cair, diz o Bank of America. Embora os preços não precisem ser um motor primário da política monetária, o impacto indireto pode ser inflacionário se os efeitos de segunda ordem forem persistentes, alertam os analistas do banco.
O mercado espera que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros inalterados nesta semana, mas realize um aperto em setembro, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group.
*Com informações da Dow Jones Newswires.