ECONOMIA

Ministro Wolney Queiroz comenta sobre possível redução do teto do crédito consignado

Discussão ocorre devido à queda da taxa Selic; próxima reunião do CNPS está marcada para agosto.

Por Estadao Conteudo Publicado em 27/07/2026 às 16:03
Wolney Queiroz Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a discussão sobre reduzir o teto de juros para o consignado do INSS se deve à queda na Selic, mas que ele ainda não tem certeza se isso já impactou o limite. Ele concedeu entrevista ao Jota. O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) tinha uma reunião agendada para esta terça, mas a data foi atualizada para 4 de agosto, quando poderão discutir a redução do teto de juros para empréstimos consignados.

"Essa discussão de uma eventual redução da taxa do consignado de aposentados se dá por conta de reduções da taxa Selic", afirmou. "Houve já algumas quedas. A necessidade é que, quando a taxa Selic é elevada, a taxa do consignado seja aumentada. Quando há uma redução, que ela também caia."

O ministro disse que não deseja levar a discussão pronta para o CNPS, pois quer ouvir os representantes do conselho primeiro. Segundo ele, os números calculados pelos técnicos da Previdência estão prontos, mas só serão utilizados caso a discussão avance no CNPS. O possível novo teto será divulgado apenas durante o debate. Atualmente, a taxa está em 1,85% ao mês.

"Prezo muito por esse ambiente do Conselho Nacional de Previdência Social, porque é a instância máxima de discussão da Previdência. Creio que lá é o ambiente onde devemos trazer as informações em primeira mão", continuou.

Ele também ponderou que os bancos têm uma espécie de "crédito" por terem segurado as taxas quando a Selic aumentou e que seria justo não diminuir a taxa na primeira queda da Selic. O ministro citou, no entanto, que já houve várias quedas.

Queiroz afirmou ainda que entende o argumento dos bancos de que restringir a taxa de juros pode causar escassez de crédito no mercado, mas que não concorda. Para ele, é possível reduzir a taxa em um nível que beneficie os aposentados sem prejudicar os bancos.