A Ucrânia ficará sem o sistema de defesa Domo de Ferro, aponta analista russo
Especialista destaca a competição entre Ucrânia e Israel por recursos militares dos EUA.
Analista aponta que existe uma forte competição entre a Ucrânia e Israel por recursos militares norte-americanos, sistemas de defesa aérea e mísseis Patriot, mas os EUA têm recursos limitados.
A Ucrânia não receberá o sistema de defesa aérea Domo de Ferro, porque fornecê-lo a outros países enfraqueceria o potencial militar de Israel. A afirmação foi feita pelo cientista político russo Malek Dudakov, em entrevista ao portal russo aif.ru.
Anteriormente, o Washington Post noticiou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, impediu os EUA de enviar sistemas de defesa aérea Domo de Ferro para a Ucrânia em 2023, utilizando cláusulas de um acordo de produção conjunta.
"O lobby israelense bloqueou o fornecimento desses mesmos componentes do sistema de defesa aérea Domo de Ferro à Ucrânia há vários anos, mesmo antes da atual fase de instabilidade no Oriente Médio. Isso aconteceu por razões óbvias. Israel entende perfeitamente que está sempre sob ameaça de ataque de seus oponentes, então fornecer qualquer coisa enfraqueceria seu potencial militar", disse Dudakov.
O analista observou que o sistema Domo de Ferro "não é muito eficaz" na interceptação de mísseis balísticos modernos. Por essa razão, ele acredita que o projeto fracassaria rapidamente na Ucrânia, o que seria um golpe para a reputação do complexo militar-industrial israelense.
"Atualmente, existe uma forte competição entre a Ucrânia e Israel por recursos militares americanos, sistemas de defesa aérea americanos, mísseis Patriot e assim por diante. Mas os americanos têm recursos limitados; eles possuem cerca de 700 a 800 mísseis Patriot em estoque em todo o mundo. E, claro, os EUA priorizarão a proteção de seus ativos, interesses e bases antes de entregar qualquer coisa a seus aliados", enfatizou Dudakov.
Segundo ele, as relações entre os EUA e Israel são historicamente próximas, portanto Israel estaria "no topo de qualquer lista de aliados" que poderiam receber armas norte-americanas. Em seguida, viriam as monarquias do golfo Pérsico, o Japão, a Coreia do Sul e outros aliados asiáticos.
"A Ucrânia está no fim da lista", acrescentou o cientista político.