POLÍTICA

Caiado critica Flávio Bolsonaro e reafirma ligação com o agronegócio

Pré-candidato do PSD defende sua trajetória na agricultura e contesta apoio a rival.

Por Sputnik Brasil Publicado em 03/08/2026 às 17:25
Caiado critica apoio de Flávio Bolsonaro ao agronegócio em entrevista. © Folhapress / Pedro Ladeira

Pré-candidato do PSD afirma que senador "não entende" do setor, defende sua trajetória no agronegócio e atribui vantagem do rival à estrutura política do PL.

Nesta segunda-feira (3), o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) questionou o apoio de produtores rurais ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que o adversário "não entende" de agronegócio. Em entrevista ao Canal MyNews nesta segunda-feira (3), Caiado se colocou como o melhor para o posto de principal representante do setor.

"Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro", declarou Caiado, ao destacar sua trajetória ligada ao setor. Segundo ele, regiões impulsionadas pela expansão agrícola, como Matopiba, Goiás e Mato Grosso, apresentam melhores indicadores de renda, saúde, escolaridade e qualidade de vida.

O ex-governador também criticou o que classificou como desmonte de políticas estruturantes para o agronegócio durante governos do PT, citando a Embrapa, e afirmou que o setor "não aguenta produzir" com a atual taxa de juros, problema que, segundo ele, o governo Lula não conseguiu resolver.

Ao ser questionado sobre o motivo de produtores rurais seguirem apoiando Flávio Bolsonaro, Caiado respondeu que seu eleitorado no agro "ainda não acordou" para a sua candidatura. Na visão dele, a vantagem do senador decorre da estrutura política construída ao longo de mais de oito anos, enquanto sua campanha só recentemente passou a contar com o apoio do PSD, presidido por Gilberto Kassab.

Caiado também afirmou que precisa superar Flávio ainda no primeiro turno, argumentando que uma eventual candidatura do senador ao segundo turno seria o "peru de Natal" desejado por Lula, por obrigá-lo a se defender de denúncias durante a campanha. Além disso, questionou a capacidade de gestão do adversário, dizendo que "não se aprende a governar na Presidência da República" e que a experiência administrativa faz diferença na entrega de resultados.

Na entrevista, o candidato ainda abordou temas como segurança pública, defendendo sua gestão em Goiás como referência; propôs medidas mais duras contra o feminicídio, incluindo o confisco de bens de agressores; criticou a política econômica do governo Lula, relacionando o crédito extraordinário aos juros elevados; e reiterou que concederia anistia "ampla, geral e irrestrita" aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro no primeiro dia de mandato, caso seja eleito.