POLÍTICA

China reitera posição sobre teste de míssil e critica EUA

Embaixador chinês defende modernização da defesa e acusa Washington de manipulação política.

Por Sputnik Brasil Publicado em 12/08/2026 às 06:01
China defende sua modernização de defesa em resposta a críticas dos EUA. © AP Photo / Zha Chunming

China rejeitou críticas dos EUA ao teste de míssil balístico intercontinental, acusando Washington de manipular a Conferência sobre Desarmamento e usar o tema para ganhos políticos, enquanto defende que suas notificações prévias e a modernização de sua defesa são legítimas e responsáveis.

O embaixador chinês Li Chijiang rejeitou uma declaração liderada pelos EUA na Conferência sobre Desarmamento, em Genebra, que criticava o recente teste de míssil balístico intercontinental lançado por submarino.

Segundo o Global Times, o embaixador afirmou que a modernização "legítima e razoável" da defesa chinesa não deve ser questionada e que a boa vontade de Pequim ao notificar previamente lançamentos não pode ser usada para ganhos geopolíticos.

Li acusou Washington de mobilizar países, inclusive que não são membros da conferência, para pressionar a China e transformar o fórum em palco de manipulação política, e classificou a iniciativa como "diplomacia de microfone", acrescentando que as acusações são infundadas.

Segundo o embaixador, os EUA exigiram notificações com base no Código de Conduta de Haia, ao qual a China não aderiu e, portanto, não está vinculada. Ele ressaltou que Pequim conduz testes de forma segura e responsável, tendo informado antecipadamente o último lançamento.

Li afirmou que os EUA não têm legitimidade para criticar a China, lembrando que o país asiático realizou apenas três testes de mísseis intercontinentais, enquanto Washington lidera em número e frequência. Também acusou os EUA de expandirem suas forças nucleares e abandonarem mecanismos internacionais.

O embaixador reiterou que a China mantém uma estratégia nuclear de autodefesa, com arsenal mínimo necessário e sem participar de corrida armamentista. Disse que suas forças nucleares são essenciais para dissuadir conflitos e preservar a estabilidade global.

Ele instou os EUA a reverem suas políticas e contribuírem de forma concreta para a paz internacional, em vez de politizar o debate sobre desarmamento.


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