POLÍTICA

EUA devem finalizar retirada de tropas do Iraque até setembro

Acordo entre Washington e Bagdá define prazo para encerrar presença militar no país.

Por Sputnik Brasil Publicado em 13/08/2026 às 00:47
Retirada militar dos EUA do Iraque deve ser concluída até o final de setembro. © AP Photo / Maya Alleruzzo

Os Estados Unidos devem concluir até 30 de setembro a retirada das tropas do Iraque e encerrar a presença militar iniciada com a invasão do país em 2003. A data foi definida em acordo entre Washington e Bagdá e é considerada pelo governo iraquiano o prazo "fixo e definitivo" para o fim da missão internacional.

O cronograma foi confirmado durante uma reunião entre autoridades iraquianas e o general Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos. Segundo a imprensa norte-americana, Washington também espera retirar o contingente restante antes do fim de setembro, mas não informou quantos militares ainda estão no país, nem como será o reposicionamento das forças após a saída.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, afirmou que o fim da presença militar estrangeira abrirá uma nova etapa para o país. Em comunicado, o governo pontuou que a relação com Washington passará a priorizar a cooperação econômica e de segurança, com respeito à soberania e aos interesses dos dois países.

A saída encerra um ciclo iniciado com a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003. No auge da ocupação, o contingente norte-americano no Iraque ultrapassou 170 mil soldados. As últimas tropas de combate deixaram o país em 2011, mas retornaram três anos depois, após o avanço do Daesh (autoproclamado Estado Islâmico, proibido na Rússia) e um pedido do governo iraquiano para apoiar as operações contra o grupo.

As operações militares da coalizão contra o grupo terrorista no Iraque terminaram oficialmente em 2021. Desde então, a presença norte-americana passou por uma transição para funções de aconselhamento e apoio às forças locais.

O governo iraquiano também defende que todas as armas existentes no país permaneçam sob controle exclusivo do Estado. A medida é apontada por Bagdá como condição para uma nova fase de estabilidade e desenvolvimento após o fim da presença militar estrangeira.

A retirada ocorre em um momento de tensão no Oriente Médio, já que bases norte-americanas no Curdistão têm sido alvo de ataques desde o início da campanha militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.