Flávio inicia campanha com segurança pública em foco e crítica a Lula
Candidato do PL critica postura do governo frente a tensão com os Estados Unidos durante ato em Copacabana.
No primeiro ato oficial de campanha, realizado neste domingo (16), em Copacabana, Flávio Bolsonaro (PL) adotou a segurança pública como um dos principais temas do discurso e criticou a postura do governo Lula diante da tensão com os Estados Unidos.
Ao relacionar segurança e soberania, Flávio disse que os brasileiros também perderam o controle sobre a própria rotina por causa da violência. "Nós perdemos a soberania. Não temos mais soberania sobre nosso celular, nosso carro, sua bolsa, nossa casa", declarou.
A soberania nacional é um dos principais motes da campanha de Lula, que tem enfrentado dificuldades na relação com o governo de Donald Trump.
Crítica à 'briga' com os EUA
Em meio à tensão entre Brasil e Estados Unidos, marcada pelo tarifaço americano sobre produtos brasileiros e pela troca de críticas entre os governos, Flávio afirmou que Lula estaria mais preocupado com quem está fora do país do que com a criminalidade nas ruas.
"O atual governo briga com quem está longe, com países que estão longe da gente, mas não briga com ladrão de celular, estuprador, mas não briga com assassino", afirmou.
A fala foi usada para apresentar a segurança pública como uma das prioridades de sua campanha. Flávio disse que os brasileiros perderam a sensação de segurança e defendeu uma atuação mais dura contra o crime organizado.
Alfredo Gaspar é apresentado como vice
Durante o ato, Flávio também apresentou oficialmente Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente. Deputado federal por Alagoas, Gaspar ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS, que investigou fraudes e descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A atuação de Gaspar na comissão foi incorporada ao discurso de campanha. O relatório apresentado pelo parlamentar pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas e incluiu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, entre os nomes citados pela investigação.
Tom de continuidade do bolsonarismo
O primeiro ato também foi marcado por referências constantes a Jair Bolsonaro. Flávio reproduziu um áudio do pai, atualmente em prisão domiciliar, e afirmou que não vai desistir do Brasil. O senador reconheceu o peso do sobrenome e buscou apresentar sua candidatura como uma continuidade do movimento político construído pelo ex-presidente.
A escolha de Copacabana reforçou esse vínculo: a orla é um dos principais palcos de manifestações bolsonaristas dos últimos anos. Apesar da mobilização de apoiadores, o ato teve público reduzido em relação ao esperado pela organização, acrescentando um ponto de atenção à largada da campanha.