Zema dá início à campanha com ênfase em segurança e críticas ao STF
Candidato do Novo defende união da direita contra o PT e critica política externa do governo Lula.
Candidato do Novo também criticou a política externa do governo Lula, disse estar convicto de que chegará ao segundo turno e defendeu união da direita contra o PT.
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) iniciou oficialmente sua campanha eleitoral neste domingo (16), em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, com críticas à política externa do governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de defender o endurecimento da legislação penal e a união dos candidatos de direita contra o PT em um eventual segundo turno.
Durante discurso, Zema afirmou que o Brasil tratou mal os Estados Unidos e outros países em meio às recentes tensões comerciais. O candidato também declarou estar convicto de que disputará o segundo turno e disse que, caso avance para a etapa final, os candidatos de direita deverão se unir contra o PT.
"Estarei no segundo turno e, tal como aconteceu no Chile, toda a direita estará unida. Qualquer um que estiver contra o PT terá o meu voto."
A segurança pública foi um dos principais eixos apresentados por Zema. Ele defendeu mudanças na legislação penal e prometeu construir um "superpresídio" no Norte do país para abrigar líderes de facções criminosas, além de ampliar o número de presídios em outras regiões e a assistência às mulheres por meio de delegacias especializadas.
"O problema do Brasil é que bandido fica solto. A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta, mas nós vamos mudar essas leis."
O candidato também criticou integrantes do STF e afirmou que existe uma "casta nova" de autoridades em Brasília que, segundo ele, se considera acima da lei. Embora não tenha citado diretamente o ministro Alexandre de Moraes, Zema fez referência ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de advocacia da esposa do magistrado com o Banco Master.
"Criou-se uma casta nova, a dos intocáveis, que estão em Brasília se considerando acima da lei", disse. Zema também mencionou o ministro Gilmar Mendes e afirmou ter "orgulho" de responder a um processo movido por ele.
O candidato disse ainda representar "as pessoas de bem que carregam esse país, que pagam os impostos e estão sofrendo e sendo perseguidas". Segundo Zema, uma eventual gestão terá uma equipe com ficha limpa e será marcada pela transparência.
A agenda em Montes Claros começou com uma missa na Igreja Matriz e, posteriormente, uma caminhada até o Mercado Municipal. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), e o candidato a vice-presidente, senador Eduardo Girão (Novo), não participaram das atividades deste domingo.
A escolha de Montes Claros para o início da campanha ocorreu apesar de a cidade estar em uma região onde Lula teve forte votação nas eleições anteriores. Zema havia iniciado suas agendas eleitorais na cidade na sexta-feira (14), com um encontro com representantes do agronegócio. Neste domingo, também participa de um almoço com candidatos a deputado estadual e federal do Novo.