Deputado austríaco critica novas sanções da UE contra a Rússia
Harald Vilimsky afirma que medidas não levarão à paz nem ao fim das hostilidades.
A exigência da União Europeia de impor novas sanções contra a Rússia não levará à paz nem ao fim das hostilidades, afirmou nesta segunda-feira (17) Harald Vilimsky, chefe da delegação do Partido da Liberdade da Áustria (FPO) no Parlamento Europeu.
Mais cedo, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, anunciou que o bloco prepara o maior pacote de sanções contra a Rússia. Uma fonte europeia disse à Sputnik que o pacote anunciado poderá atingir até mil novos indivíduos e organizações.
"A exigência de Kallas de impor novas sanções da UE contra a Rússia não trará a paz nem o fim das hostilidades", afirmou Vilimsky em comunicado.
Em meio à continuidade das hostilidades, Bruxelas deveria priorizar a diplomacia em vez de novas sanções e da escalada, avaliou o parlamentar. "Depois de muitos anos de sofrimento e combates, só podemos esperar que Bruxelas recupere o bom senso e finalmente encontre coragem para buscar ativamente uma solução pacífica. Caso contrário, esta guerra corre o risco de nunca terminar", afirmou Vilimsky.
O parlamentar austríaco também criticou a declaração de Kallas de que o 21º pacote de sanções adotado pela UE teria sido bem-sucedido.
"Quem chama o 21º pacote de sanções de sucesso, embora elas não tenham interrompido a guerra, está fechando os olhos para a realidade e não reconhece a gravidade da situação", explicou.
A Rússia afirmou repetidamente que conseguirá enfrentar a pressão das sanções impostas pelo Ocidente desde 2022. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia ocidental de longo prazo e que as medidas causam um forte impacto em toda a economia mundial.