Baixos níveis do Reno impactam economia da Alemanha, aponta Bundesbank
Banco central do país prevê dificuldades no crescimento econômico no terceiro trimestre devido a condições climáticas.
Os baixos níveis de água na Alemanha, causados pelas recentes ondas de calor, especialmente no Rio Reno, provavelmente vão impedir o crescimento econômico do país no terceiro trimestre, afirmou o BC alemão, conhecido como Bundesbank, na quinta-feira, 20.
"A disponibilidade limitada de rotas de transporte nos principais rios e o aumento acentuado dos custos de transporte devem impor restrições significativas à produção industrial e ao crescimento das exportações", destacou o banco central no relatório mensal de agosto.
O medidor de água no gargalo do Reno em Kaub, no oeste da Alemanha, registrou um recorde de baixa nos últimos dias, indicando que os navios devem transportar menos mercadorias para conseguir passar. Grande parte da Europa Ocidental enfrentou os meses de junho e julho mais quentes já registrados.
Esses baixos níveis de água devem acarretar atrasos adicionais nas entregas, o que agrava ainda mais a escassez de materiais, aumenta os custos de transporte e retarda a produção, conforme apontado pelo Bundesbank.
"Isso causará pressão significativa na atividade industrial que, de outra forma, acabara de começar a se fortalecer", afirmou.
Embora a economia tenha demonstrado maior resiliência do que o esperado quanto ao aumento dos preços de energia devido à guerra no Irã no primeiro semestre de 2026, a atividade provavelmente se expandirá, na melhor das hipóteses, apenas marginalmente no terceiro trimestre, conforme o relatório.
Após um crescimento apenas moderado no ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% e 0,2% nos primeiros dois trimestres, respectivamente, impulsionado principalmente pela alta demanda por seus bens exportados, embora isso possa se inverter nos próximos meses.
Alguns economistas indicaram o crescimento das exportações como evidência de que empresas estrangeiras estão temporariamente estocando produtos alemães antes do previsto aumento nos custos e problemas de abastecimento devido ao conflito no Oriente Médio.
A baixa utilização de capacidade no setor industrial e o aumento das taxas de juros do Banco Central Europeu (BCE) em junho estão reduzindo o investimento corporativo, conforme sinalizado pelo Bundesbank. O consumo privado segue prejudicado pelos altos preços de energia.
Embora não haja sinais de que a guerra esteja provocando efeitos inflacionários de segunda ordem nos salários, a taxa de inflação pode subir temporariamente nos próximos meses, de acordo com o relatório.
Entretanto, os pedidos robustos recentes na manufatura, juntamente com o aumento do investimento prometido pelo governo em defesa e infraestrutura, continuarão a apoiar a economia no futuro.
"A economia alemã está agora claramente em um caminho de recuperação que a guerra no Oriente Médio não conseguiu impedir", concluiu o Bundesbank. Fonte: Dow Jones Newswires.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.