POLÍTICA

Líbano reafirma exigência de saída de embaixador iraniano

Ministro das Relações Exteriores do Líbano destaca a ilegalidade da permanência do diplomata após ser declarado persona non grata.

Por Estadao Conteudo Publicado em 21/08/2026 às 16:33
Líbano insiste que embaixador designado pelo Irã cumpra ordem de deixar o país Nano Banana (Google Imagen)

O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o embaixador designado do Irã, Mohammad Reza Rauf Sheibani, deve deixar o país, pois sua permanência contínua violaria uma decisão soberana libanesa, de acordo com a mídia local.

Segundo a Iran Wire, Sheibani foi declarado persona non grata por Beirute em março deste ano, pouco após o início da guerra entre EUA, Israel e Irã. O governo libanês revogou as credenciais do embaixador designado pelo Irã e estabeleceu uma data para sua partida, mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que Sheibani permaneceria no cargo e no país, desconsiderando a ordem.

Rajji argumentou hoje que, uma vez que o diplomata é declarado persona non grata, qualquer visto, permissão de entrada ou autorização de residência emitidos anteriormente não fornecem mais uma base legal para a sua permanência no país. O ministro acrescentou que qualquer discussão sobre a renovação do visto de Sheibani é legalmente inválida, e que a decisão exigindo sua saída é final e executável.

O visto de Sheibani expira em 24 de agosto, conforme relatado pelo Iran International.

A tensão entre os países ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, enquanto o Líbano enfrenta ataques israelenses no sul do país e sérias consequências econômicas. O Banco Mundial estima que o Produto Interno Bruto (PIB) libanês encolherá 6,4% em 2026, segundo relatório publicado hoje.

A destruição resultante da guerra, que começou em março, e a quedas acentuada no turismo reverteram um crescimento de 4,2% observado em 2025 na economia do Líbano, afirmou a organização.

O Banco Mundial também prevê um aumento acentuado na inflação, impulsionado por interrupções no fornecimento, custos de transporte mais altos e aumento nos preços do petróleo, o que reduzirá ainda mais o poder de compra da população.

A economia do Líbano está em crise desde o colapso bancário de 2019.