Irã sinaliza retaliação a aliados dos EUA em guerra econômica
Mohsen Rezaei avisa sobre possíveis ataques a interesses de países que se juntarem às medidas de Trump contra Teerã.
O Irã afirmou neste sábado (23) que poderá atacar interesses de países vizinhos caso participem da ofensiva econômica lançada pelos Estados Unidos contra Teerã. A advertência foi feita por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
Nesta semana, o presidente Donald Trump anunciou uma política de "isolamento em uma escala sem precedentes" contra o Irã e ainda convocou outros países a aderirem às medidas.
"Se os países que cercam o Irã se juntarem aos Estados Unidos em sua guerra econômica contra Teerã, atacaremos seus interesses", afirmou Rezaei, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.
O dirigente iraniano também ameaçou interromper completamente o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico caso países da região participem da ofensiva estadunidense. Segundo Rezaei, Teerã também poderia atacar outras rotas utilizadas para a exportação de petróleo produzido na região.
Rezaei também afirmou que Teerã está preparado para atacar empresas norte-americanas de petróleo e outros negócios dos Estados Unidos no Oriente Médio, caso Washington mantenha a ofensiva econômica contra o país.
A declaração ocorre depois de Trump anunciar uma nova campanha de pressão contra a economia iraniana. O republicano classificou a iniciativa como uma operação de "guerra econômica e isolamento em uma escala sem precedentes" e pediu que aliados dos Estados Unidos participem das medidas contra Teerã.
A atual tensão entre os dois países é resultado de meses de ataques e negociações sem acordo definitivo. Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã em 28 de fevereiro, e Teerã respondeu com operações contra alvos adversários. Em junho, Teerã e Washington chegaram a um memorando para interromper as hostilidades, mas voltaram a trocar ataques pouco depois.