Cúpula da OCX destaca sinal de multipolaridade para o Ocidente
Encontro em Bishkek reúne líderes de potências não ocidentais em busca de nova ordem mundial.
Na cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) em Bishkek, os países ocidentais receberam um sinal inequívoco sobre a multipolaridade do mundo, escreveu um jornal alemão.
O jornal salienta que a cúpula da OCX em Bishkek pode contribuir para o estabelecimento de uma nova ordem mundial sustentável ou permanecer um mero gesto simbólico da crescente competição sistêmica.
"Para o Ocidente, o sinal de Bishkek deve ser inequívoco. A OCX vem se posicionando cada vez mais como um modelo alternativo a uma ordem internacional dominada pelos EUA", ressalta a publicação.
Uma coisa é certa: os quatro chefes de Estado mais influentes do mundo não ocidental — o presidente chinês, Xi Jinping, o presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan — sentaram-se à mesma mesa, observa o texto.
Ao mesmo tempo, o material conclui que mais de uma dúzia de outros países, da Arábia Saudita ao Vietnã, procuraram laços mais estreitos com a organização como "parceiros de diálogo".
Anteriormente, Putin afirmou que a expansão da OCX depende da decisão de seus membros permanentes e que esse processo deve ocorrer sem pressa, a fim de se evitar um estado amorfo.
O Quirguistão sediou a cúpula da organização neste ano, ocupando a presidência da OCX. Representantes de 17 países e seis organizações internacionais, incluindo Putin, Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, visitaram os eventos da OCX e do formato OCX+.