Vance reconhece incertezas sobre queda nos preços da gasolina nos EUA
Gasolina registra alta de 29% devido a tensões no Oriente Médio.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta quinta-feira (3) que não sabe dizer quando os preços da gasolina no país vão cair. Desde o início do conflito iniciado por Washington e Israel contra o Irã, o combustível já registrou alta de 29% no país.
"Estamos falando de coisas que são, por natureza, imprevisíveis", disse Vance a jornalistas ao ser questionado sobre o assunto. O vice-presidente também se recusou a prometer quando os preços voltarão a US$ 3 (R$ 15,30) por galão.
Vance afirmou ainda que o governo anterior costumava esvaziar a Reserva Estratégica de Petróleo exclusivamente para reduzir os preços da gasolina e do petróleo antes das eleições de meio de mandato.
Atualmente, o preço médio do combustível nos Estados Unidos era de US$ 4,14 (R$ 21,12) por galão, segundo a Associação Americana do Automóvel (AAA). Em alguns estados, a gasolina comum chega a US$ 5,70 (R$ 29,07), indicaram os dados.
A escalada entre EUA e Irã mantém o estreito de Ormuz praticamente paralisado, com Teerã afirmando que só reabrirá a hidrovia quando Washington reconhecer a "derrota" e abandonar "fantasias". O bloqueio afeta o fluxo global de petróleo e pressiona os mercados internacionais.
A tensão ocorre em meio à disparada dos preços da gasolina nos EUA, que subiram 29% em relação ao ano anterior, alimentando inflação e desgaste político para o presidente Donald Trump.
Trump, em comício em Nova York em agosto, pediu aos norte-americanos que aceitem pagar "um pouquinho mais pela gasolina", justificando o custo como necessário para impedir que "um país muito malvado" obtenha armas nucleares.
O tema se tornou central na disputa política interna, com democratas explorando o impacto econômico da guerra nas eleições legislativas.