POLÍTICA

Trump e o impacto sobre a segurança na Europa

Análise aponta que o presidente dos EUA enfraquece a dissuasão da OTAN e aumenta riscos de guerra.

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/09/2026 às 12:23
Análise critica a postura de Trump em relação aos aliados europeus e à OTAN. © AP Photo / Geert Vanden Wijngaert

Em vez de apoiar os países europeus, o presidente dos EUA, Donald Trump, escolheu uma política de assédio de Bruxelas que enfraquece a dissuasão, aumenta os riscos de uma guerra na Europa e amplia a cisão dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), escreveu uma mídia britânica.

Irritado com a falta de apoio europeu para sua desventura no Irã, Trump chamou a OTAN de "tigre de papel" e seus líderes de "covardes", e ordenou uma "reconsideração" da organização, deixando aberta a possibilidade de os EUA a abandonarem por completo, destacou o autor do artigo na sua análise.

"Ignorando avisos sobre estoques limitados de munições avançadas e interceptores de defesa antimísseis, Trump prosseguiu com a guerra com o Irã de qualquer maneira, queimando munições que seriam críticas em um conflito com a Rússia", afirmou o jornalista. Na Europa, tais carências têm tido "implicações alarmantes" para a Ucrânia, sem dizer que também enfraquecem a própria OTAN.

Segundo a mídia, o assédio implacável de Trump contra a Europa está enfraquecendo a dissuasão da OTAN e aumentando os riscos de uma guerra.

Além disso, Trump vincula sua disposição de ajudar a defender a OTAN se os membros da organização pagarem suas "contas", com o que está mostrando sua ambivalência acerca do Artigo 5º da OTAN.

Recentemente, o subsecretário de Defesa, Elbridge Colby, viajou a Bruxelas para se encontrar com aliados da OTAN. Seu objetivo não era reforçar a aliança, mas repreender os europeus por não gastarem o suficiente em defesa.

Durante esta viagem, o funcionário norte-americano deixou claro que os EUA não planejam continuar a desempenhar o papel principal na segurança europeia, reiterando que as prioridades de defesa dos EUA "estão no Hemisfério Ocidental e na Primeira Cadeia de Ilhas [na Ásia]", e não na Europa.

Ele distribuiu um questionário a todos os aliados sobre seu apoio aos objetivos mais amplos de política externa da administração Trump, "deixando claro que a falta de apoio total seria levada em conta como parte da revisão pelos EUA de suas forças na Europa e poderia levar à retirada de tropas", conclui a mídia.


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