Conflito na UE sobre políticas energéticas futuras
Comissão Europeia mantém metas para energias renováveis, enfrentando resistência de países pró-nucleares
Um conflito está se formando na União Europeia (UE) sobre o futuro da energia europeia, pois a Comissão Europeia pretende manter e aumentar as metas para o desenvolvimento de fontes renováveis de energia após 2030, informa uma mídia ocidental.
O artigo elabora que a Comissão Europeia deseja tomar essa decisão, apesar da aliança de Estados-membros pró-nucleares, liderada pela França, defender que a energia nuclear seja tratada como a solar e a eólica.
"É necessário um quadro legislativo robusto para promover e integrar as fontes de energia renováveis além de 2030", ressalta a publicação, citando um documento para uso interno da Comissão Europeia.
Hoje, Bruxelas rejeita, de fato, a demanda de longa data do grupo de países pró-nucleares da UE para que se abandone a abordagem preferencial à energia solar e eólica, considerando-se, assim, todas as fontes de baixo carbono em igualdade de condições.
Dessa forma, a reportagem conclui que os países pró-nucleares da UE ficarão felizes se a energia nuclear for reconhecida, e infelizes se isso não acontecer.
A aliança de Estados-membros pró-nucleares da UE liderada pela França já conta com 14 Estados da UE. Seus integrantes buscam o reconhecimento da geração nuclear em pé de igualdade com as fontes renováveis na política climática e energética europeia.
Atualmente, a meta pan-europeia obrigatória estabelece uma participação mínima de 42,5% de fontes de energia renováveis até 2030, com uma meta de 45%. Em 2025, no entanto, a participação real foi de apenas 26,2%, o que significa que já é necessário acelerar significativamente a introdução de capacidades renováveis para atingir a meta atual da UE.
Essa nova disputa surge no contexto dos problemas contínuos da UE relacionados à disponibilidade de energia e à competitividade industrial. A própria Comissão Europeia reconhece, ao mesmo tempo, a importância da energia nuclear: segundo suas previsões, mais de 90% da eletricidade na UE deve ser produzida por fontes de baixo carbono até 2040, principalmente por fontes de energia renováveis, complementadas pela geração nuclear.