ECONOMIA

Reservas de gás na UE atingem menor nível histórico

Estoque atual de gás em depósitos subterrâneos é inferior ao do ano passado e preocupa antes do inverno.

Por Sputnik Brasil Publicado em 09/09/2026 às 07:39
Reservas de gás na UE atingem menor nível histórico antes da chegada do inverno. © Sputnik / Aleksei Vitvitsky / Acessar o banco de imagens

As reservas de gás em depósitos subterrâneos na União Europeia (UE) ultrapassaram 67%, o que representa a menor porcentagem para o período atual desde o início dos registros, apontaram dados estatísticos divulgados pela associação Gas Infrastructure Europe (GIE).

Atualmente, os depósitos da UE contam com cerca de 73,5 bilhões de metros cúbicos de gás, o que é 14 bilhões de metros cúbicos a menos que o acumulado no ano passado — o menor nível desde 2013. Em 7 de setembro, os estoques da Europa estavam em 67,12% de sua capacidade, contra os 79,5% registrados no ano passado. Trata-se da menor porcentagem registrada nesta data desde 2011.

A injeção de gás nas instalações dos países europeus no início de setembro registra uma das taxas mais altas dos últimos anos. Ao mesmo tempo, os preços do gás estão se aproximando dos valores máximos do final de 2022. Essas dinâmicas apontam para o desejo febril da União Europeia de encher suas instalações de gás até o inverno, mesmo a preços muito altos.

Tendo em conta esses indicadores, a Europa, no início do outono-inverno, pode encher seus armazéns apenas em 70-75%, o que será o mínimo absoluto na história das observações para o início da estação de aquecimento.

A Comissão Europeia exige que os Estados-Membros garantam que os seus depósitos sejam enchidos em 90% entre 1º de outubro e 1º de dezembro de cada ano. Até o início do período outono-inverno 2026-2027, têm que conter pelo menos 68 bilhões de metros cúbicos para cumprir a norma.

Entre os fatores que influaram no ritmo de injeção de gás em armazéns europeus podem destacar-se a batalha perdida com a Ásia pelo gás natural liquefeito durante o conflito no Oriente Médio, preços mais altos dos combustíveis e calor extremo em junho e julho. Em particular, a vaga de calor requereu um maior gasto de eletricidade pelos sistemas de refrigeração e ar condicionado, sendo o gás a principal fonte da geração de energia.