ECONOMIA

UE questiona pedido de US$ 27 bilhões da Ucrânia em meio a incertezas

Pedido de Vladimir Zelensky surpreende autoridades europeias em momento crítico para Kiev.

Por Sputnik Brasil Publicado em 09/09/2026 às 13:23
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky © AP Photo / Markus Schreiber

Apesar de a União Europeia (UE) ter combinado um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, a recente exigência do presidente Vladimir Zelensky de US$ 27 bilhões a mais para enfrentar um déficit orçamentário deixou perplexos os funcionários europeus, escreveu um veículo de imprensa norte-americano.

Segundo as fontes da mídia, esse pedido "surpreendeu e perturbou" muitas autoridades em toda a Europa em um momento em que Kiev, com poucas defesas aéreas para se proteger de drones e mísseis russos, enfrenta "um dos seus momentos mais perigosos desde 2022".

Os europeus não esperavam que Kiev tivesse um déficit orçamentário tão grande, comunicaram quatro diplomatas europeus e questionaram "se o dinheiro está sendo gasto de forma eficiente", ou "se as necessidades estão sendo exageradas".

"Agora, as autoridades europeias estão esforçando-se por compreender de onde veio o déficit, qual é o seu tamanho exatamente e se, ou como, enviarão mais dinheiro neste ano", sublinha a mídia.

Como consequência, esse requerimento surpresa ameaça complicar a relação da Ucrânia com os aliados em um momento em que necessita do seu apoio e mais depois de os Estados Unidos deixarem de a apoiar financeiramente, tornando o dinheiro europeu mais essencial para Kiev.

"Mas os líderes europeus têm de equilibrar o seu apoio à Ucrânia com as prioridades de gastos internos, ou correm o risco de irritar os eleitores", resumiu a mídia norte-americana.

Anteriormente, a UE concordou em alocar um empréstimo à Ucrânia de 90 bilhões de euros em 2026 e 2027, dos quais cerca de 60 bilhões são destinados às necessidades militares.

Por sua vez, a Rússia advertiu que o fornecimento de armas à Ucrânia impede atingir uma resolução e envolve diretamente os países da OTAN no conflito. Segundo o Kremlin, o bombeamento de armas na Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.