Mudanças no Conselho de Segurança da ONU são debatidas por especialistas
Reforma é vista como fundamental para democratização do sistema global, afirmam especialistas do BRICS.
Especialistas em relações internacionais ouvidos pela Sputnik Brasil avaliam que os dirigentes do BRICS acertam em não almejar uma saída da ONU e consideram a reforma do Conselho de Segurança o primeiro passo para a democratização da organização e do sistema de governança global.
Bernardo Kocher, professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que a democratização das relações internacionais passa pela reforma deste conselho. "É um monopólio de poder anacrônico, dadas as novas relações dos Estados nacionais que formam o BRICS, que têm muito poder econômico e muito poder político", afirma.
Marta Fernandez, professora associada do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e pesquisadora do BRICS Policy Center, considera que o BRICS mostra um caminho de representatividade que deveria ser adotado pelo Conselho de Segurança da ONU. "Eu acho que o que os países do BRICS fazem é justamente mostrar que representatividade e efetividade não são contrários. O que eles tentam mostrar justamente é que aqueles países que têm condições de oferecer um melhor diagnóstico sobre os conflitos contemporâneos são aqueles que estão vivendo esses conflitos", avalia.
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