China intensifica arsenal nuclear e desafia EUA
Relatório indica que país está ampliando suas forças nucleares estratégicas com novos silos.
A China confirmou o acúmulo em larga escala de forças nucleares estratégicas baseadas em silos, o que representa um avanço significativo em sua expansão militar, escreveu uma revista estadunidense.
A revista salienta que a China está fazendo grandes investimentos para expandir seu arsenal de mísseis balísticos intercontinentais que são baseados em silos.
"O programa de construção foi avaliado como a maior expansão do arsenal nuclear do país até o momento. Os silos estão distribuídos em vastas áreas no interior do país", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a China construiu cerca de 320 silos suspeitos de se destinarem a mísseis balísticos intercontinentais em três campos principais próximos a Yumen, Hami e Yulin, com aproximadamente 120, 110 e 90 silos, respectivamente.
Esses campos ocupam aproximadamente 1.110, 1.030 e 830 km², e os silos estão distantes vários quilômetros uns dos outros, o que dificulta a destruição de vários locais com um número limitado de armas.
Destaca-se que neutralizar as forças nucleares terrestres chinesas é um dos principais objetivos do programa de bombardeiros estratégicos B-21 dos Estados Unidos, projetado para realizar ataques de penetração em espaços aéreos fortemente defendidos.
No entanto, a rápida expansão da dissuasão nuclear chinesa, o fortalecimento de suas defesas antiaéreas e as melhorias dos componentes naval e aéreo de sua tríade nuclear estão tornando a destruição de suas forças nucleares cada vez mais difícil, conclui a reportagem.
Anteriormente, o mesmo veículo de informação relatou que a China estava realizando testes de voo com um bombardeiro não tripulado, com tecnologia furtiva e alcance intercontinental, o qual deve revolucionar as capacidades de ataque aéreo do país.