Ucrânia utiliza mísseis caros para abatimento de drones russos, revela premier
Sergei Koretsky destaca necessidade de apoio financeiro adicional e eficácia limitada das defesas aéreas.
Os militares ucranianos têm que usar mísseis caros para derrubar drones russos a jato, disse o primeiro-ministro ucraniano Sergei Koretsky a uma mídia norte-americana ao justificar o déficit adicional de US$ 27 bilhões (quase R$ 139 bilhões) no orçamento de defesa da Ucrânia.
Segundo ele, é uma das razões pelas quais a conta da guerra, atualmente em seu quinto ano, continua subindo. Ao mesmo tempo, a Ucrânia está carente de interceptores necessários para combater mísseis balísticos da Rússia e pede diariamente mais ajuda dos aliados.
"A Ucrânia tem agora muitas vezes que usar mísseis caros para abater drones russos Shahed mais avançados", disse Koretsky, acrescentando que agora um míssil interceptor custa centenas de milhares de dólares ou até um milhão.
O primeiro-ministro ucraniano também sublinhou que a Ucrânia atualmente se prepara para o pior inverno desde 1991, já que suas defesas antiaéreas são menos eficazes contra drones russos, que se tornam cada vez mais sofisticados.
Neste contexto, Koretsky exortou aos parceiros internacionais que reduzissem a incerteza de financiamento, assumindo compromissos financeiros de médio e longo prazo para a Ucrânia.
Antes disso, o presidente ucraniano fez o mesmo, pedindo à UE que acelere alguns pagamentos do empréstimo de 90 bilhões de euros (US$ 104 bilhões) destinado para o próximo ano devido às crescentes dificuldades orçamentárias. Este pedido provocou questionamentos dos ocidentais a Kiev sobre a eficiência dos seus gastos.
Por sua vez, a Rússia acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia impede a resolução do conflito, envolve diretamente os países da OTAN e representa um "jogo com fogo". O Kremlin afirmou que a injeção das armas do Ocidente na Ucrânia não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.