Federal Reserve eleva taxa de juros em resposta à inflação persistente
Kevin Warsh justifica aumento devido a níveis elevados de inflação nos EUA.
O presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Kevin Warsh, justificou o aumento da taxa de juros devido aos níveis persistentemente elevados de inflação nos Estados Unidos.
Na quarta-feira (16), o banco central norte-americano anunciou que, após vários anos sem aumento, elevaria a taxa básica de juros para uma faixa entre 3,75% e 4%.
Warsh afirmou que essa decisão foi tomada porque "a inflação está alta demais e já dura muito tempo".
Em uma coletiva de imprensa após o anúncio do Fed, o chefe da política monetária norte-americana explicou que essa medida visa controlar os preços, visto que a inflação do verão (Hemisfério Norte) "não indica que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente" na estabilidade de preços.
"Não podemos ignorar os focos de tensão ao redor do mundo, e nossa avaliação dos cenários geopolíticos mais ou menos prováveis mudou. Esses três fatores levaram a uma decisão firme e unânime hoje", declarou Warsh.
Nas projeções do Fed, publicadas juntamente com o anúncio, considera-se altamente provável que outro aumento na taxa básica de juros seja aprovado antes do final do ano.
De acordo com dados do governo dos EUA, a inflação anual foi de 3,4% em agosto, impulsionada principalmente pela alta dos preços da energia decorrente do conflito no Oriente Médio iniciado pelos EUA e Israel.
A tentativa de reaproximação entre Teerã e Washington em direção a um acordo aliviou as tensões no mercado de energia, que voltou a sofrer turbulências com o fracasso do acordo.
Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA indicam que os preços da gasolina subiram 3,9% no último ano, o que tem um impacto direto em diversas cadeias de suprimentos e serviços.
Somam-se a isso as tarifas impostas pelo Canadá aos EUA, em resposta à nova política tarifária de seu vizinho do sul.
Por Sputinik Brasil