Petrobras fecha contrato para exploração de petróleo na Costa do Marfim
Companhia brasileira amplia sua atuação internacional com acordos de partilha de produção.
A Petrobras assinou nesta quinta-feira (17) contratos de partilha de produção para oito blocos exploratórios offshore na Costa do Marfim.
Os acordos foram firmados por meio da subsidiária integral Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), em parceria com o governo marfinense e a estatal local PETROCI Holding. A Petrobras terá 90% de participação nas áreas e será responsável pela operação dos blocos, enquanto a PETROCI Holding, estatal do governo marfinense, ficará com os 10% restantes.
A cerimônia de assinatura ocorreu em Abidjan, capital econômica da Costa do Marfim, e contou com a participação da diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos. A entrada nos novos ativos amplia a atuação internacional da companhia e representa uma nova frente de exploração de petróleo e gás no continente africano.
Segundo a Petrobras, a aquisição dos blocos faz parte da estratégia da companhia para recompor suas reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras. A empresa afirma que a busca por novas oportunidades no Brasil e no exterior tem como objetivo diversificar seu portfólio exploratório e sustentar os negócios no longo prazo.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia considera a região de elevado potencial exploratório e destacou semelhanças geológicas entre a Costa do Marfim e as bacias sedimentares brasileiras.
"Com essa aquisição, a Petrobras assume presença relevante na Costa do Marfim, país localizado numa região de alto potencial exploratório, com características geológicas semelhantes às de nossas bacias sedimentares", disse Chambriard.
A executiva acrescentou que a empresa pretende utilizar nos novos blocos a experiência acumulada em atividades de exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.
A assinatura dos contratos ocorre em um momento em que a Petrobras busca ampliar seu portfólio exploratório e incorporar novas áreas capazes de contribuir para a reposição de reservas. A companhia também vem avançando em projetos de exploração em novas fronteiras no Brasil, incluindo a Margem Equatorial.