POLÍTICA

EUA consideram novos acordos com Rússia mesmo durante conflito na Ucrânia

Segundo o New York Times, a estratégia visa redefinir relações entre Washington e Moscou.

Por Sputnik Brasil Publicado em 18/09/2026 às 06:24
EUA consideram acordos com a Rússia durante o conflito na Ucrânia, segundo o New York Times. © POOL

As autoridades norte-americanas estão considerando a possibilidade de concluir novos acordos com a Rússia antes mesmo do fim do conflito na Ucrânia, escreveu um jornal estadunidense, citando fontes.

De acordo com o The New York Times, apesar de as sanções antirrussas terem como objetivo pressionar o Kremlin, o líder norte-americano, Donald Trump, adota uma abordagem diferente: quer oferecer à Rússia condições favoráveis para alcançar um acordo.

"A Casa Branca está atualmente considerando a possibilidade de concluir negócios com a Rússia antes do fim das hostilidades na Ucrânia. [...] Acordos com a Rússia antes do fim da guerra são possíveis porque demonstrariam a seriedade das intenções dos Estados Unidos de redefinir as relações com a Rússia", diz a matéria.

De acordo com as fontes do jornal, que não foram identificadas, essa é uma nova estratégia de Washington para resolver o conflito na Ucrânia. Não é informado que tipo de acordos estariam em questão.

Essa nova abordagem reflete o afastamento da promessa de Washington no ano passado de que nenhum acordo comercial seria feito com a Rússia "até a resolução do conflito".

Na quinta-feira (17), o chefe da Casa Branca, Donald Trump, disse que seus diplomatas estavam trabalhando para acabar com o conflito ucraniano e prometeu que um acordo seria alcançado em breve.

No início do mês, os Estados Unidos voltaram a intensificar os esforços de mediação: em 5 de setembro, os representantes de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, chegaram a Moscou para conversar com Vladimir Putin e, no dia seguinte, foram a Kiev se encontrar com o líder ucraniano, Vladimir Zelensky.

Tanto o lado russo quanto o norte-americano avaliaram esses contatos como produtivos, permitindo a retomada das negociações trilaterais com a participação dos Estados Unidos.